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As cartas que teriam revelado o triste destino dos corpos da terceira classe do Titanic

Em 2017, o historiador Charles Haas revelou um capitulo, até então, desconhecido sobre o naufrágio

Larissa Lopes, com supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/01/2021, às 11h22

Imagem meramente ilustrativa de cartas e navio Titanic
Imagem meramente ilustrativa de cartas e navio Titanic - Pixabay/Domínio público

O dia 14 de abril de 1912 ficou marcado para sempre na história da humanidade. Por volta das 23h40, o navio atingiu fortemente um iceberg sendo eternizado na História após o naufrágio que choca gerações.  

Atualmente, sabe-se que a condição calma do mar já era um indicativo da presença dos gelos colossais. Contudo, por uma neblina que cobria o iceberg, os vigias noturnos não detectaram o fenômeno bem em frente à rota que o navio percorria.

Quando perceberam já era tarde demais, a demora entre a comunicação e o impacto do navio contra a camada de gelo foi fatal, logo, a embarcação começou a afundar no Atlântico Norte.

O navio carregava em seu interior cerca de 2.500 pessoas. Desses passageiros, mais de 1.500 não sobreviveram e sucumbiram no oceano. Somente cerca de 700 viajantes foram resgatados.

Em 2017, um dado desconhecido, até então, chocou o mundo. Na época historiador norte-americano Charles Haas revelou o conteúdo de cartas e telegramas entre o capitão do navio de resgate, Frederick Larnder, e a administradora do Titanic, a White Star Line.

Conforme divulgado pelo Daily Mail na época, essas relíquias teriam sido guardadas por um funcionário da companhia de transporte marítimo Cunard Line, que se fundiu à White Star Line em 1934. Charles Haas só teve acesso ao conteúdo no ano de 1980.

Através dos documentos, o historiador descobriu que dos 334 corpos, 116 deles foram jogados ao mar pelo navio de resgate. A decisão foi tomada porque o transporte que levaria todas as vítimas não suportava o peso.

Então, para decidir quais corpos seriam devolvidos ao mar, o capitão Larnder decidiu priorizar o resgate de corpos das vítimas mais ricas. Assim, os mais de 100 corpos abandonados eram de viajantes das classes mais baixas - a terceira classe.

Imagem meramente ilustrativa. Crédito: Divulgação.

 

“Um registro cuidadoso foi feito de todas as notas de dinheiro e valores encontrados nos corpos. Não seria melhor enterrar todos no mar a não ser que familiares solicitem que sejam preservados?”, questionava o capitão à empresa em um dos telegramas.

O historiador também notou nos registros que as equipes de resgate se assustaram com o número de corpos encontrados, já que foi muito mais do que o esperado.

“Eles mostram abertamente o estresse imenso que estavam todos os envolvidos”, contou Haas ao jornal britânico Daily Mail.