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Assassino da própria família: o macabro crime de John List

O contador tinha uma vida boa com sua família até perder o emprego. Falido e desesperado, para que seus parentes não descobrissem, decidiu tomar medidas extremas

Paola Churchill Publicado em 07/05/2020, às 17h00

O assassino John List
O assassino John List - Divulgação

Os pais de John List eram super protetores. O casal alemão, John Frederick e Alma, não deixavam ele brincar fora de casa ou com seus amigos, por medo que o garoto se sujasse. A matriarca da família também obrigava o filho a ler a bíblia com ela todos os dias, hábito que se manteve até a morte da mulher.

John cresceu um garoto frustrado e com problemas com seus próprios pais. Na primeira oportunidade, saiu de casa e foi estudar na Universidade de Michigan, em Ann Arbor, onde se formou em administração de empresas e fez um mestrado em contabilidade.

Os pais de John List, John Frederick e Alma/Crédito: Divulgação/Youtube

 

Em 1951, com uma carreira estabelecida na área na qual se formou, List conheceu Hellen Morris Taylor, uma jovem viúva da Guerra do Vietnã que morava com sua filha Brenda. Os dois logo se casaram.

A problemática família 

Hellen e Alma se odiavam, a sogra dizia que a mulher era uma interesseira, enquanto a nora dizia que a mãe de John a perseguia sem nenhuma razão. Em 1965, o contador conseguiu um emprego em um grande banco e foi pressionado pela esposa para comprar uma casa maior, já que agora tinham três filhos e pouco espaço.

John cedeu e comprou uma mansão com 18 cômodos no subúrbio de Nova Jersey. Sua mãe ajudou a pagar a casa com uma condição: ela iria morar com eles. Um ano depois, o homem perdeu o emprego e as dívidas começaram a acumular, pois era difícil manter o mesmo estilo de vida.

O assassinato

Falido e sem saber o que fazer, John começou a mentir para sua esposa, admitindo que estava trabalhando. Saía de casa todos os dias, e passava o tempo em uma estação de trem, pois tinha vergonha de falar para sua família a verdade.

Retrato da Família List/Crédito: Wikimedia Commons 

 

No dia 9 de novembro de 1971, os seus filhos saíram cedo para escola. Hellen e Alma eram as duas únicas pessoas na casa. John foi até o porão e pegou duas pistolas que estavam escondidas.

Lentamente sem que ninguém percebesse subiu as escadas e foi em direção a sua mulher e atirou em sua cabeça. Sua mãe, uma senhora de 84 anos, não tinha para onde correr ou como se defender, ela apenas implorou para que parasse, mas, logo foi silenciada por uma bala em seu crânio.

O assassino começou então a apagar qualquer vestígio que ligasse ele ao crime. Trocou de roupa e ligou para o colégio de seus filhos pedindo pra que eles fossem para casa. Nesse meio tempo, lavou a louça e sentou-se a mesa para esperar as crianças.

Patricia e Frederick Jr. foram os primeiros a chegar, John repetiu o ato e matou um de cada vez com um disparo fatal. Quando John Jr. chegou, desconfiou que algo estivesse errado e viu que tinha uma arma apontada pra ele, e reagiu.

Os dois começaram a brigar e o pai disparou 10 vezes contra o próprio filho. Atordoado pelo o que fez, o assassino escreveu uma carta ao seu pastor antes de fugir, dizendo que Deus o perdoaria, pois tinha salvado a família da pobreza e que "encontraria todos no céu".

Mansão onde aconteceu o assassinato da família list/Crédito: Wikimedia Commons 

 

John arrumou as malas, pegou todo o dinheiro que havia sacado do banco e fugiu sem deixar nenhuma pista de seu paradeiro. Só depois de um mês, que as pessoas se deram conta do sumiço da família, junto o mau cheiro que a casa exalava.

Foram 18 anos procurando o assassino daquela família, já não existiam mais esperanças de encontrar o responsável. Um programa de televisão americano, America's Most Wanted fez uma matéria relembrando o caso e mostrou um busto de como John estaria após todo aquele tempo.

Busto de John List feito pelo programa America's Most Wanted/Crédito: Divulgação/Youtube 

 

Centenas de ligações foram feitas e todas denunciavam Robert Peter Clarke, um homem casado que parecia ser uma pessoa boa e seguidora da palavra de Deus, acreditavam que poderia ser o tão procurado assassino.

O interrogatório durou dias, mas depois de muito cansaço, Robert assumiu sua verdadeira identidade afirmando que era John List. Confessou a morte de todos os membros de sua antiga família e foi condenado a cinco prisões perpétuas.

Quando foi perguntado o porquê de também ter matado sua mãe, o serial killer afirmou que prometeu ao pai antes de morrer, que cuidaria dela e não a deixaria sofrer, assim como havia prometido ao restante de sua família.


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