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Ataques de tubarões e crocodilos: os episódios fatais da Segunda Guerra envolvendo animais

Confira duas histórias macabras de ataques naturais que envolveram soldados da Segunda Guerra

Giovanna de Matteo Publicado em 02/09/2020, às 13h03

Cena do filme USS Indianópolis
Cena do filme USS Indianópolis - Divulgação

A Segunda Guerra  rendeu muitos ataques entre os povos e nações, com grandes guerras, explosões, e destruições. Naquela época os homens esqueceram das outras grandes ameaças que o mundo pode oferecer, e seja pelo acaso, ou por vingança, a natureza tomou as rédeas e tornou-se novamente protagonista, mostrando todo seu poder àqueles que achavam ser os detentores do planeta Terra.

Nos 75 anos do fim da Segunda Guerra, a Aventuras na História separou dois eventos de ataques naturais que pegaram de surpresa os soldados que lutavam no combate.

O caso do USS Indianapolis

Foto da USS indianapolis / Wikimedia Commons

 

No dia 16 de julho de 1945, o cruzador americano USS Indianapolis partiu com 1.100 marinheiros a bordo em uma missão ultrassecreta responsável por transportar os componentes químicos e tecnológicos que mais tarde seriam usados para a construção da bomba atômica Little Boy, lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima semanas depois.

Em 26 de julho, o cruzador chegou ao seu destino na pequena ilha de Tinian, no Arquipélago das Marianas, onde descarregou o seu pacote mortífero. Com a missão cumprida, a tripulação seguiu seu destino para o Golfo de Leyete, nas Filipinas, onde se encontrariam com outra embarcação norte-americana.

No entanto, em um ato de desatenção, o capitão abdicou de efetuar uma manobra muito comum que determinava que a navegação fosse feita em zigue-zague, uma estratégia usada para enganar submarinos inimigos. Assim, o navio seguiu navegando em linha reta e então acabou sendo atacado por um submarino japonês, trazendo a morte imediata de trezentos tripulantes e danificando o cruzador da marinha dos EUA, que afundou em menos de 12 minutos. 

Os 800 marinheiros que sobreviveram ao ataque não tiveram outra saída a não ser se atirar em alto mar, apenas vestindo seus coletes e se apoiando em pequenos botes. Porém, estando totalmente desprotegidos e expostos ao mar infinito, mal sabiam eles que a tragédia ficaria muito pior. 

Trinta minutos após o naufrágio, eles avistaram um número inimaginável de barbatanas vindo em direção aos botes. Atraídos pelos rastros de sangue na água, um cardume de tubarões famintos se aproximava dos sobreviventes, prontos para deixar no chinelo o ataque feito pelo submarino japonês. Desse momento em diante tudo o que se pôde ouvir eram os gritos desesperados dos marinheiros, que eram devorados e arrastados para as profundezas. 

Por conta do status sigiloso, a missão contava com poucos oficiais que reconheciam a rota do cruzador, o que fez com que os tripulantes só fossem encontrados, acidentalmente, quatro dias depois, sobrando apenas 321 pessoas com vida, sendo quinhentos combatentes abocanhados pelos tubarões ou mortos de fome, sede e desidratação, entrando para a história naval como o maior ataque de tubarões da História.

Ataque de crocodilos

Imagem ilustrativa do episódio - Wikimedia Commons

 

Era fevereiro de 1945 quando a Marinha britânica mobilizou suas tropas para um embate na ilha Ramree, na Birmânia, atual Mianmar, com o objetivo de atacar as Forças Imperiais Japonesas habitadas na ilha. Após intensos bombardeios e embates, as forças aliadas conseguiram tomar costa da ilha, retirando os japoneses das posições, que se viram obrigados a recuar para o interior pantanoso de Ramree, em direção a um denso manguezal. 

As semanas que se seguiram foram infernais para os soldados japoneses, que pereceram de fome, sede e doenças tropicais; mas, embora a situação estivesse no limite, ela conseguiu se superar. Na madrugada de 19 de fevereiro, uma patrulha britânica ouviu sons de pânico, seguidos de terríveis gritos de agonia e disparos ininterruptos de armas que vinham do escuro sinistro do manguezal. 

Logo, os soldados descobriram que os japoneses estavam sendo atacados por crocodilos de água salgada, enquanto tentavam voltar para a base perdida.

“Aquela noite foi horrível para as tropas que estavam posicionadas na borda do pântano e ouviram tudo. Alguns homens tiveram de ser dispensados da patrulha por não suportar os gritos que vinham lá de dentro. Os crocodilos atraídos pelo som da batalha e pelo cheiro de sangue convergiram aos milhares para o interior da ilha usando os mananciais rasos para se esconder e atacar de surpresa.”, descreveu um dos soldados britânicos em seu livro "Wildlife Sketches, Near and Far”, onde relata esse episódio assombroso.


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