Matérias » Entretenimento

Atenção Creuzebeck, vai começar a baixaria! 10 fatos curiosos sobre os Mamonas Assassinas

De músicas compostas em uma semana a homenagearam a Volkswagen: conheça os bastidores de uma das bandas mais icônicas do país

André Nogueira Publicado em 02/03/2020, às 12h01

Mamonas Assassinas
Mamonas Assassinas - Divulgação/Facebook

Mamonas Assassinas foi uma das bandas mais irreverentes e sem noção do Brasil, se munindo do rock e do brega para criar letras absurdas acompanhadas de um arranjo instrumental muito bem feito. Com músicos de qualidade e um projeto alucinante, esse grupo ascendeu meteoricamente com seu único álbum, lançado pouco antes de um trágico acidente matar todos os seus integrantes.

De jovens a adultos que cresceram nos anos 1960, o público do Mamonas era diverso e marcado pelo gosto por músicas diferentes do padrão comercial, o que não impediu o primeiro álbum do grupo, cuja capa era explicitamente pornográfica, de vender generalizadamente pelo país, chegando a fazer sucesso no estrangeiro.

Conheça 10 curiosidades dessa banda única, que faz falta até hoje no coração de muitos brasileiros.

1. Atenção Creuzebeck!

Rick Bonadio / Crédito: Wikimedia Commons

 

Citado em muitas músicas, Creuzebeck é um apelido carinhoso criado pela banda para seu produtor e agente, o empresário Rick Bonadio. A palavra é uma referência ao playback, sendo uma brincadeira sobre o suporte do profissional aos rapazes da equipe.

2. Money que é good eles have, sim!

Os Mamonas ficaram tão famosos que muitas vezes eles faziam três shows por dia, em todo o país, sendo que apenas dois estados nunca receberam espetáculos da banda: Acre e Tocantins. Os shows custavam até 70 mil reais!

3. A Brasília amarela de roda gaúcha

Comparação dos logos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Dois carros fizeram parte da trajetória da banda: a Brasília e a Kombi, ambas da Volkswagen. Nesse sentido, o logo da banda, que carrega das letras MA, é uma homenagem à montadora. Eles, basicamente, inverteram o VW original e cortaram o traço da letra A.

4. Trabalhando noite e dia, não era isso que eu queria!

O primeiro e único álbum dessa banda tem uma origem curiosa. Em reunião com Rick Bonadio, foi anunciado que a produtora EMI queria 10 canções no total, sendo que a banda possuía apenas três. Porém, Dinho falou que eles tinham material o suficiente e, depois, juntou a equipe para, em uma semana, escrever seus maiores sucessos em longas reuniões com muito humor e regada à drogas. Foram 12 faixas feitas com velocidade inacreditável.

5. Um ser humano fantástico e com poderes titânicos.

Capitão Gay / Crédito: Divulgação/Facebook

 

Uma das músicas mais características da banda, Robocop Gay traz uma versão do personagem fictício cujas características são bem claras já no título da canção. Porém, o que poucos sabem é que essa leitura do policial-robô de Detroit é uma homenagem ao Capitão Gay, figura criada por Jô Soares nos anos 1980.

6. Só faltou  Schwarzenegger e também o Van Damme

Duas músicas dos Mamonas fizeram parte de novelas brasileiras. “Sabão Crá-Crá” foi tema de um personagem de André Marques na edição de 1996 da novela Malhação. Já em 2007, a novela da Record, Caminhos do Coração, usou a música “Robocop Gay”.

7. Uma folia sobre a folia

Desfile da Belford Roxo em 2011 / Crédito: Galeria do Samba

 

Em 2011, a escola de samba Inocentes de Belford Roxo lançaram o enredo “De Guarulhos para o palco da folia, sonhos, irreverência e alegria. Mamonas para sempre!”, homenageando a banda. A apresentação não rendeu uma boa posição ao grupo, mas gerou grande emoção pela lembrança desse sucesso de um ano que foram os Mamonas.

8 Sem você vivo sofrendo, pelos boteco bebendo, arrumando confusão...

A morte dos Mamonas Assassinas, em 1996, gerou uma comoção gigantesca, e o Brasil se sentiu temporariamente órfão de seus ídolos após infeliz queda do avião da equipe. Mais de 65 mil pessoas acompanharam o enterro dos integrantes, e diversas escolas dispensaram seus alunos por conta de um luto coletivo que mobilizou a nação.

9. Pau que nasce torto mija fora da bacia

O álbum mais famoso do Brasil / Crédito: Wikimedia Commons

 

O caso dos Mamonas Assassinas era tão particular e irreverente que seu álbum bateu diversos recordes, de maneira até hoje insuperável. O disco de 1996 é ainda o mais vendido do Brasil, além de ser o álbum como o maior número de exemplares comprados em um único dia, completando 25.000 cópias em 12 horas e 50.000 nas 24.

10. O sofrimento iluminado pela luz anal do vagalume

Aparentemente, a morte da equipe no acidente de avião teria sido premeditada pelo tecladista Júlio Rasec, que disse a um amigo no dia 2 de março que tinha sonhado com uma queda de aeronave durante a noite. O depoimento chegou a ser gravado, sendo que o vídeo passou a viralizar depois que a tragédia fora consumada.


+ Para saber mais sobre os Mamonas Assassinas:

Mamonas Assassinas: blá, blá, blá, a biografia autorizada, de Eduardo Bueno (1996) - https://amzn.to/2wXEQNd

Cheguei bem a tempo de ver o palco desabar: 50 causos e memórias do rock brasileiro, de Ricardo Alexandre (Ebook) - https://amzn.to/3a8kHCi

CD Mamonas Assassinas - https://amzn.to/2I1lSHT

Blu-ray - Mamonas Pra Sempre, de Cláudio Kahns - https://amzn.to/3abLTA8

Vale lembrar que os preços e a quantidade disponível dos produtos condizem com os da data da publicação deste post. Além disso, assinantes Amazon Prime recebem os produtos com mais rapidez e frete grátis, e a revista Aventuras na História pode ganhar uma parcela das vendas ou outro tipo de compensação pelos links nesta página.