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Barbie assassina: Os horrores de Karla Homolka, a serial killer canadense

Em uma história de crimes e submissão, Karla foi esposa de Paul Bernardo e juntos o casal cometeu transgressões horrendas, incluindo a morte de membros de sua família

Penélope Coelho Publicado em 17/09/2020, às 16h45

Fotografia de Karla Homolka
Fotografia de Karla Homolka - Getty Images

Nascida em 4 de maio de 1970, em Mississauga, no Canadá, Karla Homolka, aparentava ser somente uma criança comum. Filha de Dorothy e Karel Homolka, ela era a mais velha de três irmãos. Quando jovem, era conhecida por ser uma garota sorridente e muito vaidosa, que sempre gostou dos animais — o que a levou a trabalhar em uma clínica veterinária na adolescência.

O que ninguém poderia imaginar era que, na verdade, a mulher carregava dentro de si desejos obscuros e vontades insólitas, que vieram a calhar quando ela encontrou despretensiosamente um homem que mantinha vontades tão perturbadoras quanto às dela.  

Paul Bernardo entrou na vida de Karla em 1987, quando ele tinha 23 anos e ela 17, os dois se conectaram de imediato em uma relação baseada no sadomasoquismo e abusos.

Durante o namoro, Paul estuprava garotas com o consentimento da amada, que apoiava seus atos sórdidos. O que já era horrível passou a piorar quando o homem demonstrou interesse em estuprar a irmã mais nova da namorada, Tammy, que tinha 15 anos na época.  

Os crimes de Ken e Barbie  

Fotografia de Paul e Karla / Crédito:  Divulgação

 

O casal que posteriormente ficou conhecido como Ken e Barbie do crime — em decorrência de sua aparência — tinha um plano terrível em mente, que decidiram colocar em prática em 23 de dezembro de 1990, após uma celebração de natal na casa da família Homolka.  

Karla queria oferecer a virgindade da irmã de presente para o namorado. Com essa absurda ideia na cabeça, misturou anestésicos usados em animais — que ela roubou da clínica em que trabalhava — na bebida de Tammy. Naquela noite, enquanto o resto da família dormia, a jovem foi estuprada pela irmã e pelo cunhado, que filmaram tudo.  

Na ocasião, a vítima engasgou com o próprio vômito e parou de respirar. Ela nunca mais retomou a consciência e faleceu. Mesmo com as misteriosas queimaduras — causadas pela substância que havia sido colocada através de um pano em seu nariz — a morte da menina foi declarada como um acidente.    

O falecimento de Tammy não causou arrependimento no casal, pelo contrário, eles estavam sedentos por mais crimes e iniciaram uma saga de estupros seguidos de morte, em meninas no Canadá.  

O dia 29 de junho 1991 parecia ser um dia feliz para a família e para a dupla, já que a data marcou o casamento de Bernardo e Homolka, o que ninguém sabia era que no mesmo dia um corpo de uma mulher seria encontrado em blocos de cimento em um lago e que o crime em questão havia sido cometido por Karla e Paul.

Os restos mortais eram de uma jovem de 14 anos, Leslie Mahaffy, que havia sumido em 15 de junho, quando foi sequestrada, abusada e maltratada pelos criminosos durante vários dias, com os estupros mais uma vez sendo registrados em vídeo, porém, o casal não registrava os assassinatos.

Em 16 de abril de 1992, mais um crime: Eles estupraram e mataram uma jovem de 15 anos, Kristen French, filmaram o estupro e jogaram o corpo da menina em uma vala na estrada. Os crimes aumentavam e os abusos de Paul também. Cada vez mais violento, Karla passou a apanhar com muita frequência, até que decidiu largar o marido em 1993, quando foi agredida por ele com uma lanterna nos olhos.

Fotografia de Paul dentro de carro / Crédito: Getty Images

 

Acordo com o diabo

No mesmo ano, um retrato falado de Paul começou a circular no Canadá, como a descrição era muito parecida, o homem foi denunciado e seu DNA foi compatível com o encontrado em algumas vítimas dos estupros que ele cometia antes de se casar.

Homolka por sua vez, percebeu a situação e tratou de se adiantar, por isso, arrumou um advogado a fim de formar um acordo para depor contra o ex-marido. Em sua versão da história sobre os crimes, Karla afirmava que era totalmente manipulada pelo amado e que tudo era culpa dele.

O governo concordou com uma sentença de 12 anos para a mulher em troca de sua cooperação. Dois anos depois, as fitas dos crimes foram finalmente encontradas e descobriu-se que na verdade, a mulher não era tão manipulada assim, e que na realidade ela fazia parte dos crimes de forma sádica e cruel.

Uma vez que o acordo foi feito antes dos vídeos serem encontrados, o ocorrido foi considerado um dos maiores erros da história da policia canadense, sendo apelidado de acordo com o diabo. Bernardo foi condenado à prisão perpétua, já Homolka foi solta em 2005. Atualmente, a mulher atende pelo nome de Leanne Teale, é casada e tem dois filhos, o que deixou nos familiares de suas vítimas uma enorme sensação de impunidade.


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