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Batalha da Floresta de Teutoburgo: Armínio, o grande impostor do Império Romano

Vendo seus conterrâneos oprimidos pelos romanos, Armínio aproveitou da oportunidade de ganhar poder e se tornou líder de uma rebelião que resultaria em desgraça para os romanos

Giovanna de Matteo Publicado em 22/10/2020, às 16h41

Representação de Armínio, na Floresta de Teutoburgo
Representação de Armínio, na Floresta de Teutoburgo - Wikimedia Commons

No começo do mês, a Netflix anunciou a estreia de uma nova série que envolve um dos episódios mais importantes da Europa. Ambientada na impressionante Batalha da Floresta de Teutoburgo, "Bárbaros" conta com seis episódios na primeira temporada e estreia amanhã, 22 de outubro.

“Durante a Batalha da Floresta de Teutoburgo em 9 d.C., os destinos de três vidas estão conectados uns aos outros quando as tribos germânicas tentam impedir a expansão do Império Romano”, diz um trecho da sinopse. “A primeira série histórica do Netflix Original foi criada com grande força narrativa: um drama de ação espetacular e altamente emocional, uma história emocionante que inspira o espectador com a maior autenticidade possível". 

Pensando nisso, o site Aventuras na História decidiu contar a história de um dos mais importantes nomes desse conflito: Armínio. Embora não tenha sido divulgado se o personagem é retratado na série, foi por causa dele que o conflito teve grandes efeitos. 

A saga 

Armínio virou comandante de uma corte no exército romano. Ele é considerado um dos maiores impostores da história, pois teoricamente servia sob o comando do governador Publius Q. Varus quando liderou a resistência à conquista romana da Germânia. 

O plano de Varus para completar a conquista acabou se rompendo quando perdeu aliados, devido os seus métodos rudes e exigências de impostos, que revoltou suas tribos.

Vendo seus conterrâneos oprimidos pelos romanos, Armínio aproveitou da oportunidade de ganhar poder e se tornou líder dos rebeldes. Foi então que em 9 d.C decidiu colocar em prática seu plano para derrubar Varus, o levando para uma emboscada na intensa Floresta de Teutoburgo.

O governador vendo seu exército dizimado pela rebelião, se suicidou. Essa é uma das piores derrotas que o Império romano já passou, e mais tarde resultou na libertação da Germânia, às ordens do imperador Augusto.

Estátua de Varus, na Alemanha - Divulgação

 

Trajetória

Nascido como príncipe da tribo Cherusci, Armínio foi criado como refém do Império Romano quando criança. Em Roma, ele foi convocado para o exército desde muito cedo. Depois de servir na Grande Revolta da Ilíria, ele foi recrutado pelo Publius Quinctilius Varus para ir à Germânia.

No entanto, não imaginavam que ao enviá-lo ao local, ele se tornaria líder de uma rebelião que destruiu três legiões romanas na Batalha da Floresta de Teutoburgo. Na visão de historiadores, essa foi uma batalha decisiva para a história do mundo, já que por meio dela Armínio teria impedido a romanização dos povos germânicos a leste do Reno.

Floresta de Teutoburgo, Alemanha / Crédito: Wikimedia Commons

 

O sucesso em expulsar os romanos marcou um ponto alto do poder na Germânia durante vários séculos. Após a batalha, os alemães acabaram com todo e qualquer resquícios da presença romana em seus territórios, e para mostrar ao império o seu poder, Armínio enviou a cabeça de Varus para Maroboduus, o Rei dos Marcomanni, que mais tarde iria lutar contra, em conquista de seu trono.

Armínio contra Germânico

Depois da morte de Augusto, Tibério deveria tomar seu lugar na sucessão. Foi então que entre 14 e 16 d.C, Germânico liderou batalhas inter-tribais, enfrentando Armínio e derrotando-o duas vezes: primeiro na Batalha de Idistaviso e depois na Batalha do Muro Angrivar. Tibério negou o pedido de Germânico para lançar mais uma campanha de guerra e ofereceu a honra de um triunfo por suas duas vitórias.

Com o fim da ameaça romana, uma guerra começou entre Armínio e Maroboduus. O rei fugiu para Ravenna e conseguiu proteção de Roma, Armínio, por sua vez, não conseguiu invadir o local e a guerra terminou em um impasse.

Em 19 d.C, Germânico faleceu em Antioquia, suspeito de ter sido envenenado por oponentes. Armínio morreria dois anos depois, em 21 d.C, assassinado por rivais que faziam parte de sua tribo. O ataque foi feito para acabar com seu poder, que estava se tornando perigoso demais. 

Assista ao trailer de Bárbaros abaixo. 


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