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Batalha de Midway: A primeira derrota japonesa na Guerra do Pacífico

Seis meses depois do ataque a Pearl Harbor, tropas japonesas e norte-americanas se encontraram novamente, no Atol de Midway

Redação Publicado em 07/12/2021, às 15h30

Explosão em tanques de óleo no atol de Midway
Explosão em tanques de óleo no atol de Midway - Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

Com a consolidação da participação dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, agora diretamente, houve um consenso com os britânicos de concentrar os esforços conjuntos primeiramente contra os avanços de Hitler, deixando o Japão para depois. Mas faltou combinar com os japoneses.

A Guerra do Pacífico, graças às ambições do império japonês, foi uma das mais complexas da história militar norte-americana, com inúmeras batalhas marítimas, reviravoltas, missões difíceis em ilhas que os japoneses transformavam em fortalezas, além de uma quantidade jamais vista de embarcações de guerra afundadas.

Dentro da gigantesca bibliografia sobre a Segunda Guerra Mundial, há livros bem detalhados sobre a Guerra do Pacífico, como 'The Pacific Crucible: War at Sea in the Pacific', 1941-1942, de Ian W. Toll e sobre os dois primeiros anos do conflito.

O historiador Ronald Spector faz um bom resumo dessa guerra dentro de outra guerra em seu longo verbete na The Oxford Companion to the Second World War. Assim como o fazem os historiadores do Smithsonian World War II — Map by Map. Aqui, podemos arriscar um breve resumo dos principais eventos dessa guerra.

Já no dia 8 de dezembro, tropas japonesas concentraram suas forças na conquista das Filipinas, defendidas então pelo famoso (e recolocado na ativa) general MacArthur. Uma série de batalhas foi travada até que o Japão venceu a Batalha de Corregidor (5 e 6 de maio de 1942), conseguindo controlar o acesso ao importante Porto de Manila, e com isso o controle de todas as ilhas filipinas.

Fotografia do atol de Midway em meados de 1941 / Crédito: Domínio Público/ Creative Commons/ Wikimedia Commons

 

Entre 4 e 8 de maio de 1942, forças japonesas travaram uma batalha contra americanos e australianos na que seria conhecida como Batalha do Mar de Coral. Os japoneses tinham como objetivo atacar Porto Moresby, a capital de Papua Nova-Guiné, uma outra posição estratégica para as frotas norte-americanas.

Sem um vencedor claro e com baixas consideráveis dos dois lados, os prejuízos do império japonês, contudo, seriam fundamentais para sua derrota em uma subsequente e importante batalha, a de Midway. Ainda em maio de 1942, o almirante Yamamoto arregimentou 145 embarcações de guerra para invadir a ilha de Midway, ponto importante da presença norte-americana no Sudeste Asiático, a oeste do Havaí.

A Batalha de Midway durou de 4 a 7 de junho, foi a primeira derrota japonesa na Guerra do Pacífico, e é considerada por muitos o ponto de virada para os aliados contra o Japão. Yamamoto cometeu alguns erros de estratégia, mas segundo o Oxford Companion to Second World War, essencial foi a confiança que o almirante Nimitz, principal líder da frota do Pacífico, colocou num recente sistema de inteligência chamado ULTRA (já utilizado na Batalha do Mar de Coral), que revelou o plano de Yamamoto para invadir Midway e permitiu a Nimitz reforçar o sistema de defesa da ilha.

Seguiu-se a tomada de Guadalcanal, importante base japonesa nas Ilhas Salomão, e sua subsequente defesa, numa operação que durou meses, até fevereiro de 1943. Com as retumbantes derrotas em Midway e Guadalcanal e de várias outras ocorridas em 1943 e 1944, a força naval japonesa, potente e impressionante, mas de fôlego curto se comparada à dos Estados Unidos, foi quase totalmente aniquilada.