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Phineas P. Gage, o homem que teve uma barra de ferro atravessada em seu crânio — e sobreviveu

Em setembro de 1848, um traumático incidente marcou a vida do trabalhador ferroviário para sempre

Joseane Pereira Publicado em 13/10/2020, às 15h20

Phineas P. Gage e como ficou seu crânio após o acidente
Phineas P. Gage e como ficou seu crânio após o acidente - Wikimidia Commons

Em 13 de setembro de 1848, o construtor de ferrovias norte-americano Phineas P. Gage teve uma barra de ferro atravessada em seu crânio. Enquanto usava um aparelho para compactar o pó explosivo nas rochas onde trabalhava, uma faísca acabou sendo provocada, acendendo os explosivos que impulsionaram o objeto de trabalho em seu crânio. Entretanto, ele acabou, inesperadamente, sobrevivendo ao incidente.

Evento traumático

Pesando cerca de 7 quilos, a haste entrou pela face esquerda de Gage e atravessou o topo de sua cabeça, destruindo parte do lobo frontal. Mais tarde, o objeto foi encontrado a trinta metros do local da explosão. E o jovem Phineas, de apenas 25 anos, foi levado às pressas para receber atendimento médico.

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Reconstrução do incidente de Phineas P. Gage / Crédito: Getty Images

Entretanto, o Dr. John Harlow acabou piorando a situação: usando os dedos para remover os fragmentos de metal do crânio, ele acabou infectando a ferida e fazendo o trabalhador entrar em estado de semi-coma.

Mas, apesar de quase não ter mais esperanças, ele acabou se recuperando e retornando à sua residência em New Hampshire.

Entretanto, as consequências estariam por vir: Gage acabou mudando seu comportamento, perdendo a capacidade de socializar e tendo atitudes mais grosseiras e vacilantes.

Seus colegas de trabalho e amigos passaram a afirmar que ele "não era mais Gage", e a empresa ferroviária se recusou a recebê-lo de volta devido à sua condição mental.

Gage acabou indo trabalhar em um estábulo de New Hampshire. Esse e outros trabalhos menos pesados que o anterior restauraram um pouco de sua sanidade mental, e ele começou a agir de maneira mais sociável.

Falecendo aos 35 anos devido a convulsões causadas pelo trauma, Phineas Gage ficou lembrado na História como uma figura chave nos estudos de neuropsicologia, consolidando a ideia de que o córtex frontal era responsável por mudanças de caráter.

Em 1867 seu corpo foi exumado, e seu crânio — assim como a haste que o atravessou — estão agora no Museu Anatômico Warren da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard.


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