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Bizarrice e briga por lhama: A curiosa amizade de Michael Jackson com Freddie Mercury

O Rei do Pop se encontrou com o vocalista do Queen pela primeira vez em 1983, iniciando uma série de episódios bizarros pelas personalidades contrastantes

Wallacy Ferrari Publicado em 23/09/2020, às 13h32

Freddie Mercury (à esq.) e Michael Jackson (à dir.)
Freddie Mercury (à esq.) e Michael Jackson (à dir.) - Wikimedia Commons

No começo dos anos 80, tanto Jackson quanto Mercury lideravam as paradas e rankings de vendas na indústria musical; o Queen já havia lançado hinos como “We Are The Champions” e “Love of My Life” e realizado turnês que esgotaram bilheterias na América do Norte e Europa. Michael, com o recém-lançado “Thriller”, iniciava sua primeira turnê internacional com um contrato recorde com a fabricante de refrigerantes Pepsi.

No entanto, a primeira oportunidade para os dois mestres dos palcos se encontrarem surgiu em 1983, quando o menino das luvas brilhantes assistiu a uma apresentação de Freddie Mercury na Inglaterra, posteriormente parabenizando os membros do Queen pela apresentação. O encontro rendeu uma boa conversa que, posteriormente, renderia uma parceria em estúdio.

A união de vozes, no entanto, sofreu com o empecilho das agendas, visto que ambos estavam em turnê internacional e promoviam os discos. A oportunidade surgia justamente nas pausas, que conciliavam com o projeto paralelo do disco solo de Mercury, o “Mr. Bad Guy”, gravado entre 1984 e 1985. Juntos, conseguiram se encontrar no estúdio da casa de Jackson, posteriormente remixando as baterias de gravações no Musicland Studios, em Munique.

Jackson se encontra com Mercury em camarim / Crédito: Divulgação/YouTube/Desh .Ranasinghe/20.07.2008

 

Dentro do estúdio

Se por um lado o comportamento de Freddie era conhecidamente festeiro e enérgico, Michael externava uma timidez longe das danças vistas nos palcos. As personalidades opostas inicialmente não foram suficientes para distanciar os dois músicos, que chegaram até a desenvolver apelidos carinhosos — hábito conhecido de Jackson.

De acordo com o ex-assistente pessoal de Freddie, Peter Freestone, o bigodudo recebeu o apelido de “old buddy” (velho amigo, em inglês) como uma brincadeira por ter mais idade. A provocação resultou no apelido de “little brother” (irmãozinho) para o Rei do Pop. Em tal clima amistoso, ambos gravaram as músicas “State of Shock” e “There Must Be More to Life Than This”.

A amizade também rendeu brincadeiras por parte do vocalista do Queen; pelo fato de que Michael passava horas gravando em seu estúdio caseiro, o músico havia instalado um colchão na cabine.

Freddie indagou Michael, perguntando o motivo de não ter uma cama mesmo ganhando milhões. “Eu me sinto muito melhor quando estou perto da Terra”, respondeu o americano, sendo zoado mais uma vez por Freddie pelo fato do estúdio ser no segundo andar da casa.

Trecho do clipe “Living On My Own”, com Freddie Mercury em uma de suas festas / Crédito: Divulgação / YouTube

 

Vidas opostas

Mesmo apaixonado por bizarrices, Freddie se surpreendeu com um episódio durante uma das sessões de gravações, levando um susto pelo convidado especial de Michael; em certo momento, o garoto das luvas brilhantes apareceu com uma lhama enorme, entrando pela porta da cabine estreita.

O animal havia sido recém-adquirido pelo músico como parte de um futuro zoológico que ainda estava sendo montado — posteriormente remanejado para o rancho Neverland.

O vocalista do Queen, no entanto, não gostou nada da visita, ligando para Jim Beach, empresário de sua banda, e pedindo que o mesmo o tirasse de lá o mais rápido possível por estar “gravando com uma lhama”.

Outros boatos, no entanto, apontam que Michael ficou chateado ao ver Freddie consumindo cocaína com uma nota de cem dólares em uma festa familiar que promovia em sua casa, optando por nunca mais o convidar para gravações ou festividades.

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