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De roupas específicas a linguagem corporal: 5 segredos revelados sobre a rotina de Elizabeth II

A rainha da Família Real Britânica costuma utilizar diversos truques internos para manter a etiqueta e a elegância na rotina

Wallacy Ferrari Publicado em 09/08/2020, às 08h00

Rainha Elizabeth II sorri durante evento oficial
Rainha Elizabeth II sorri durante evento oficial - Getty Images

1. A bolsa da rainha

A rainha Elizabeth II sempre fez questão de enaltecer as vestimentas monocromáticas com cores vivas, porém, sua bolsa Traviata preta, produzida pela fábrica Launer, é unanimidade em todas as suas saídas do Palácio de Windsor e Buckingham. Desde 1968, o acessório de 1,9 mil libras (cerca de R$12,7 mil) é feito sob medida para a monarca, sem zíperes e com um espelho exclusivo.

Na bolsa, costuma ter um kit padrão para todos os eventos que comparece; leva sempre luvas extras e uma pequena caixinha com ferramentas de costura, além da linha condizente com a cor da roupa que está vestindo, caso haja algum rasgo. Além de fotografias e amuletos dados por familiares, a rainha carrega algumas balas de frutas e sempre uma pequena quantia de dinheiro em cédulas para depositar em igrejas.


2. Códigos corporais com funcionários

O historiador Hugo Vickers foi além e descobriu uma comunicação corporal da rainha quando está com a bolsa. Ele notou que, na maioria do tempo, o adereço se mantém no braço esquerdo de Elizabeth, adicionando curiosidade ao pesquisador. Em entrevista à revista People, ele afirmou que toda vez que ela muda a bolsa do braço esquerdo para o direito, ela quer se afastar da pessoa que está mantendo contato, avisando isso para sua equipe.

Em dois looks de cores vivas, ela mantém a bolsa básica preta no braço esquerdo / Crédito: Wikimedia Commons

 

Quando coloca o objeto em cima de uma mesa, significa que tem interesse de ir embora cedo. Quando o coloca no chão, quer ser levada o mais rápido possível. Mas, é precavida quando está gostando do papo; carrega sempre um gancho com uma ventosa, pendurando a bolsa na mesa de maneira que não encoste nem no tampo, nem no chão. Em todas as ocasiões, sua equipe já está treinada para inventar alguma desculpa e levar Elizabeth para outro local.


3. Trocas de roupas 

Durante o falecimento do pai da rainha, Rei George VI, em fevereiro de 1952, Elizabeth II teve de viajar às pressas ao funeral do pai enquanto estava em uma viagem oficial no Quênia. Na ocasião, a monarca não dispunha de roupas pretas e corretamente condizentes com a etiqueta que a ocasião solicitava, causando uma grande correria em sua equipe para providenciar uma vestimenta de luto.

Desde então, todos os membros de suas viagens oficiais possuem uma roupa reserva inteiramente na cor preta para evitar que o imprevisto mórbido ocasione em preocupações que não permitam o respeito do luto. A revelação, feita pelo tabloide britânico The Sun, foi descoberta com a inserção de membros na família, que foram solicitados a “levar uma roupa preta de luto na mala” como código de etiqueta no cumprimento da agenda oficial.


4. Sangue na mala

A família real britânica já protagonizou oficialmente 270 visitas, em 115 países por todos os continentes habitados do planeta. Porém, uma minuciosa pesquisa é feita antes de desembarcar em qualquer outro país que não seja do conglomerado do Reino Unido, para evitar imprevistos de saúde, segurança e fatores climáticos dos monarcas.

Rainha Elizabeth e Príncipe Philip descendo de um avião / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo o jornal The Telegraph, ao visitar um país cujo uma possível transfusão de sangue seja necessária e a infraestrutura do local não atenda as expectativas esperadas, a monarca e o resto da família utilizam suas próprias bolsas de sangue, levadas consigo na bagagem do avião oficial. Tal fator já foi presenciado em raras viagens onde a família contratou companhias aéreas comerciais para curtos deslocamentos.


5. Apelidos internos

O tabloide The Sun também conseguiu notar um fator específico da comunicação real; Elizabeth II possui um codinome com a letra S, sendo um segredo de segurança. Em algumas ocasiões prévias, acredita-se que ela é tratada como Sharon, principalmente para proteger sua identidade em eventos. Parte dos funcionários também se referem a rainha como Sovereign, tradução de “soberana” na língua inglesa.

Em ocasiões mais informais, a rainha possui apelidos mais fofos; o príncipe Philip a chama de Lilibet, um diminutivo do nome Elizabeth. William ainda a chama como brincava na infância, pois o duque não conseguia pronunciar o diminutivo de ‘grandmother’ (avó, em inglês), a palavra ‘granny’, chamando a rainha de Gary até os dias atuais.


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