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Brasileiros defenderiam o país em uma eventual Guerra?

Pesquisa de 2019 apontou que 62% da população lutaria pelo seu país. Apesar da maioria, número é controverso; entenda!

Fabio Previdelli Publicado em 27/02/2022, às 00h00

Representação do slogan dos pracinhas
Representação do slogan dos pracinhas - Divulgação/ Força Aérea Brasileira

Com a Rússia invadindo a Ucrânia no meio da semana passada, temores por uma possível 3ª Guerra Mundial assombram a população mundial. Embora o Brasil seja um país altamente democrático, nossos combatentes já participaram de operações ao lado dos Aliados durante a Segunda Guerra Mundial

Além do mais, diante do cenário de crise internacional, o presidente Jair Bolsonaro, que prestou solidariedade e disse que as duas nações tem 'muito a colaborar' em recente visita a Vladimir Putin, falou sobre o conflito que atinge as duas nações do leste europeu. 

Fotografia de soldados da FEB / Crédito: Domínio Público

Antes do pronunciamento de Bolsonaro, importante lembrar, o vice-presidente Hamilton Mourão havia dito que o Brasil não estava neutro diante do episódio e que repudiava a ação russa:

O Brasil não está neutro. O Brasil deixou muito claro que ele respeita a soberania da Ucrânia. Então, o Brasil não concorda com uma invasão do território ucraniano. Isso é uma realidade".

Entre suas declarações, Mourão também traçou um paralelo entre Hitler e Putin ao falar que, assim como em 1938, a comunidade internacional age com tentativas de apaziguamento.

“O mundo ocidental está igual ficou em 38 com Hitler, na base do apaziguamento. O Putin, ele não respeita o apaziguamento. Essa é a verdade. Se não houver uma ação bem significativa ...E na minha visão meras sanções econômicas, que é uma forma intermediária de intervenção, não funcionam”, completou. 

Bolsonaro, por sua vez, mudou o tom. Através de uma transmissão realizada em redes sociais, o chefe de Estado falou sobre o assunto, criticando as declarações de Mourão:

"Deixar bem claro: o artigo 84 diz que quem fala sobre esse assunto é o presidente. E o presidente chama-se Jair Messias Bolsonaro. E ponto final. Com todo respeito a essa pessoa que falou isso — e falou mesmo, eu vi as imagens — está falando algo que não deve. Não é de competência dela. É de competência nossa."

Bolsonaro ao lado de Putin/ Crédito: Divulgação / G1

Embora Bolsonaro não tenha exposto o que pensa sobre o assunto, ele fez questão de deixar claro sua irritação com o repúdio de Mourão. Entretanto, a grande pergunta que fica é: caso o Brasil entre em um conflito internacional, ele terá apoio de sua população?

O Brasil em Guerra

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, em 2019, fez essa pergunta para mais de 2 mil pessoas divididas em 130 municípios brasileiros.  Embora o artigo 4º da Constituição de 1988 traga princípios como a defesa da paz, a solução pacífica de conflitos e a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, 62% da população disse que defenderia o país em caso de uma Guerra. 

Outros 37%, segundo o Datafolha, se mostraram contrários à afirmação. O restante, por volta de 1% dos entrevistados, não soube se posicionar diante ao assunto. Os dados também mostraram que os homens (68%) eram os mais dispostos a usarem armamentos em conflitos, contra 56% de aprovação das mulheres. 

Soldados da Força Expedicionária Brasileira em Monte Castello / Crédito: Domínio Público

Apesar da maioria aprovar a participação numa Guerra, é importante ressaltar que a maior taxa que concordou com esse ponto diz respeito a parcela mais velha da população: 64% das pessoas entre 45 e 59 anos; e 69% a partir dos 60 anos. 

Além do mais, outro ponto importante a dizer é que a maior taxa que concordaria com uma participação em uma Guerra corresponde à população que tem apenas o ensino fundamental completo (68%).

Entre os discordantes, a maioria são de pessoas que possuem o ensino superior completo (46%) e que fazem parte das faixas etárias entre 16 e 24 anos e de 24 a 34 (40% em cada um dos grupos citados).


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