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Brittany Cormier, a mãe que se passou pela filha e foi morta pelo próprio irmão

Após supostamente estuprar a sobrinha, Beaux Cormier tomou uma decisão cruel de assassinar a jovem para impedi-la de testemunhar contra ele — mas a situação acabou de uma forma inesperada

Alana Sousa Publicado em 06/02/2021, às 18h00

Imagem meramente ilustrativa de uma arma
Imagem meramente ilustrativa de uma arma - Divulgação/Pixabay

Um crime brutal chocou o estado americano de Louisiana no início de janeiro deste ano. Uma mulher foi morta a mando do próprio irmão, que supostamente teria abusado sexualmente da sobrinha, filha da vítima. O caso ganhou proporções internacionais e pode acabar até mesmo em pena de morte.

O episódio hediondo foi reportado por jornais ao redor do mundo, inclusive pelo portal UOL. Brittany Cormier, de 34 anos, estava em sua casa quando recebeu os tiros fatais que acabaram com sua vida.

Além da americana, uma amiga também foi morta, Hope Nettleton, de 37 anos, estava na residência no momento do ataque e lutou até o fim, conforme evidências encontradas na cena cruel.

Estupro e homicídio

O mandante do assassinato foi Beaux Cormier, irmão de Brittany. O homem foi o primeiro suspeito para a polícia, que rapidamente conseguiu solucionar o crime.

Levando em consideração as acusações de estupro contra a própria sobrinha, e antigas condenações de violência sexual contra outras mulheres, o criminoso esteve na mira dos detetives desde o primeiro momento.

Beaux Cormier, Andrew Eskine e Dalvin Wilson respectivamente / Crédito: Divulgação/ Terrebonne Parish Sheriff's Office

 

Confessando o crime, a dupla contratada para matar a jovem, cuja identidade não foi revelada, alegou ter recebido dinheiro para realizar o homicídio. Dalvin Wilson, de 22 anos, e Andrew Eskine, de 25 anos, estão detidos e só serão liberados para responder o processo em liberdade após o pagamento da fiança, que está estimulada em 2 milhões de dólares — em conversão para o real, o valor chega a pouco mais de dez milhões de reais.

De acordo com o juiz que cuidou dos primeiros processos do caso, Joe Waitz Jr., o julgamento de Cormier pode acabar em execução: “A pena de morte está definitivamente em cogitação”. As prisões foram efetuadas cerca de um mês após as mortes, em fevereiro, de acordo com anúncio do Gabinete do Xerife da Paróquia de Terrebonne.

Em entrevista à rede televisiva local, WDSU, o xerife Timothy Soignet contou que o evento se tornou mais grave, pois, o trio já havia planejado ceifar a vida da garota anteriormente, mas o plano, por acaso, falhou.

A heroína

O detalhe mais trágico desta história talvez seja o sacrifício que Brittany fez para a filha. Sabendo da situação de estupro que a menina tinha passado, Cormier estava alerta para qualquer ação inesperada — e violenta — vinda do irmão.

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Brittany Cormier / Crédito: Divulgação/Facebook

Pretendendo testemunhar em corte em poucos dias, a garota iria depor contra o tio e relatar o que tinha ocorrido. Foi então, que o ataque que a mãe tanto temia aconteceu: quando notou duas pessoas tentando invadir a casa, Britanny pediu para a adolescente de esconder em um armário, juntamente com sua enteada que também estava na propriedade.

Então, sem hesitar, quando os assassinos adentraram a residência e chamaram pelo nome da vítima (que permanece desconhecido), Cormier se passou por sua filha, morrendo em seu lugar. Assustada, Hope tentou enfrentar os lunáticos, mas teve o mesmo fim.

Brittany foi assassinada após dizer ao atirador que ela era a vítima de estupro, provavelmente salvando a vida da pessoa que foi verdadeiramente estuprada”, falou Soignet em entrevista. Após a morte da mulher, um funeral foi realizado, e para a surpresa de todos — que não desconfiavam de nada — foi Beaux quem carregou o caixão da irmã, mesmo sendo o principal culpado por seu óbito.

A ação da americana reforçou um traço de sua personalidade que era admirado por todos os seus amigos: o intenso amor pelos filhos. Em declaração, Samantha LeMaire, amiga próxima da falecida, disse que ela faria “qualquer coisa pelos filhos”; ainda que isso significasse abrir mão se sua própria vida.


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