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Bruxaria e ocultismo: Jack Parsons, o cientista excêntrico que influenciou a NASA

Conheça a singular trajetória do homem que fez parte do Esquadrão Suicida da vida real, mas acabou sendo morto pela própria profissão

Penélope Coelho Publicado em 22/04/2020, às 14h30

Jack Parsons em 1941
Jack Parsons em 1941 - Wikimedia Commons

Na década de 1940, um menino aficionado por explosivos realizou o sonho de sua vida quando trabalhou no laboratório de pesquisa de foguetes da Caltech, e ajudou a estabelecer os projetos da Aerojet e o Jet Propulsion Laboratory (JPL).

Cientista e engenheiro, Jack Parsons deixou um grande legado para a humanidade com a sua invenção de combustíveis para foguetes, que serviram de inspiração para impulsionar os ônibus espaciais da NASA. Tão grande quanto sua genialidade, foram as polêmicas que envolveram a história de Parsons ao longo de toda sua vida.

Profundamente ligado à magia negra, o homem tentou diversas maneiras de experimentos sobrenaturais através rituais. Sua amizade com L. Ron Hubbard, fundador da Igreja da Cientologia, também nunca foi muito bem vista.

Imagem de um dos ônibus espaciais da NASA / Crédito: Wikimedia Commons

 

O começo

Nascido em 2 de outubro de 1914, numa família rica dos Estados Unidos, Jack sempre foi apaixonado por foguetes e explosivos. Sua primeira experiência nesse meio ocorreu em 1935, após participar de um seminário sobre o assunto no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Parsons, seu colega Ed Forman e outro estudante chamado Frank Malina, chamaram a atenção de Theodore von Kármán, diretor do Laboratório Aeronáutico Guggenheim (GALCIT), e então os três entraram em uma expedição liderada por Kármán, formando o conhecido Projeto de Pesquisa de Foguetes GALCIT.

O primeiro projeto de Parsons, já mostrava o lado oculto do homem. Isso porque o local escolhido para o lançamento de uma série de testes com foguetes foi o desfiladeiro chamado Devil's Gate Gorge, nos Estados Unidos.

O lugar recebeu esse nome por causa de uma rocha que lembra o perfil de um demônio com chifres. Era o local perfeito para o trio que ficou famoso por seu desejo de morte coletiva, por isso, foram chamados de Esquadrão Suicida.  

Durante muitos anos, os testes do esquadrão foram feitos sem auxílio de institutos aeronáuticos e maneira amadora, com alguns incidentes, até que eles aperfeiçoassem seus estudos e conseguissem patrocínio.

Em 1939, os auxílios vieram por parte do Instituto Americano de Aeronáutica e Astronáutica (AIAA), da Academia Nacional de Ciências (NAS) e dos militares americanos. O maior feito de Parsons foi o estudo que desenvolveu combustíveis de foguetes sólidos com capacidade de serem armazenados por um longo tempo.

O ocultismo

Para Jack, tudo mudou quando ele assistiu a uma espécie de missa organizada por um grupo ocultista da Igreja Thelema, em 1939. O cientista foi atraído pela magia negra porque acreditava que isso ultrapassava os limites da Terra, assim como os foguetes que ele estudava.

Parsons mergulhou no mundo da magia negra com afinco, em 1945, conheceu o escritor L. Ron Hubbard, a amizade entre os dois iria mudar sua vida. A dupla conduziu uma série de rituais de magia negra através do sexo, os experimentos ficaram conhecidos como Babalon Working.

O objetivo com esses rituais era que o espírito da deusa Babalon encarnasse em sua namorada. Sem nenhum resultado, a amizade entre Parsons e Hubbard acabou quando o escritor fugiu com a garota, deixando Jack sozinho.

Parsons em 1943 / Crédito: Wikimedia Commons

 

O fim de Parsons

Em 1949, o engenheiro começou a ser investigado após suspeitas do FBI de que ele estivesse planejando entregar segredos sobre os foguetes que projetava para os israelenses. Demitido de seu cargo, o homem começou a trabalhar em casa, fabricando explosivos.

Aos 37 anos, em 17 de junho de 1952, seu laboratório explodiu depois que o cientista descuidadamente derrubou explosivos no chão. Jack teve queimaduras gravíssimas por todo seu corpo e ainda permaneceu vivo por mais uma hora depois do acidente.

Ele foi encontrado ao lado de anotações e diversos desenhos satânicos. Considerado um dos inventores dos foguetes, Jack Parsons, deixou um legado inicial importante para a exploração espacial como conhecemos hoje.


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