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As Cabanas de Sexo do Camboja

Na etnia Kreung, pais constroem casas para suas filhas fazerem sexo e escolherem o marido ideal

Joseane Pereira Publicado em 23/08/2019, às 14h00

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- Reprodução

A etnia Kreung, do Camboja, tem uma prática de matrimônio inusitada que coloca a mulher como protagonista da relação. Quando uma jovem atinge a maioridade, é costume que seus pais façam para ela uma pequena residência de madeira e palha chamada Cabana do Amor. O objetivo é que as garotas possam fazer sexo com quem quiserem, sem que a família precise estar a par da situação.

Encontrando o marido ideal

Ao contrário da nossa cultura, que afirma serem promíscuas as garotas que se relacionam com vários homens, as jovens Kreung são incentivadas a levar para sua cabana qualquer garoto pelo qual sintam afinidade. Não necessariamente para fazer amor: durante a noite, eles podem apenas conversar e se conhecer melhor.

Independente do que aconteça, o garoto deve ir embora antes do amanhecer – pois jovens de sexo oposto não podem ser vistos juntos em público, a menos que sejam oficialmente um casal. Isso faz com que os encontros sejam realizados apenas de madrugada, longe dos olhos da comunidade.

Jovem Kreung e sua cabana / Crédito: Reprodução

 

As garotas estão no controle da situação: caso não sintam mais interesse ou vontade, elas simplesmente convidam os moços a se retirarem. E, caso uma moça acabe ficando grávida de alguém que não quer como parceiro, o jovem finalmente escolhido deve cuidar da criança como se fosse sua. E ninguém fica chateado com isso.

Não existe evidência de estupro entre os Kreung, e casos de violência doméstica são pouco documentados. Ao que parece, as Cabanas de Amor não são apenas locais de sexo: são um ambiente seguro para se encontrar o legítimo parceiro para a vida, longe de estigmas familiares e com a confiança da comunidade para que eles façam a escolha certa. E tem funcionado: nessa cultura, casos de divórcio são praticamente inexistentes.