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Cara de anjo ou escravo sexual? A louca vida íntima de James Dean, o sex symbol americano

Batizado como um dos maiores ícones gays da história, a intimidade do ator era cheia de relações enigmáticas e especulações da mídia

Pamela Malva Publicado em 17/02/2020, às 17h08

O ator James Dean, em 1953
O ator James Dean, em 1953 - Wikimedia Commons

Em meados de 1950, três grandes nomes do entretenimento surgiram, mudando a forma como o jovem e o rebelde eram vistos pelo público. Com jaquetas de couro, Marlon Brando, Elvis Presley e James Dean logo se tornaram sex symbols americanos.

Naquela época, os três chamavam muita atenção, principalmente por sua idade. Dean, por exemplo, estava no começo de seus 20 anos. E, é claro que, como estavam sempre sob os holofotes da mídia, qualquer episódio de suas vidas virava manchete.

Foi assim que a maioria dos relacionamentos de James Dean foram foco de revistas e tablóides da época, principalmente os mais polêmicos. A atriz italiana Pier Angeli, que ele conheceu por volta de 1954, era uma das mais citadas na mídia.

E, se o amor dos dois já fazia barulho, imagine o término. A imprensa foi à loucura quando Pier anunciou que se separaria de Dean para se casar com o cantor Vic Damone. Anos mais tarde, quando a atriz já estava divorciada, Pier teria afirmado que Dean fora o grande amor de sua vida. Mas ela não seria a primeira, nem a última a cair pelo ator.

James Dean em 1955, o ano de sua morte / Crédito: Wikimedia Commons

 

Segundo William Bast, primeiro biógrafo de James, o ator teria namorado com Beverly Wills, uma atriz da CBS e com Jeanette Lewis, uma colega de classe na UCLA — onde Dean e Bast eram colegas de quarto. Em suas memórias, a atriz Liz Sheridan lembrou seu namoro com Dean, em 1952: “Foi tipo mágico. Foi o primeiro amor para nós dois”.

Darwin Porter ainda pontuou mais uma das enigmáticas relações do ator: dessa vez com a atriz suíça Ursula Andress. Pouco se sabia sobre o casal, mas os dois eram vistos juntos o tempo todo, na mesma época em que Ursula namorava Marlon Brando.

Esse último, inclusive, foi, sem dúvidas, o maior escândalo da vida pessoal de Dean. De acordo com Stanley Haggart, os dois mantinham uma relação sadomasoquista, na qual Dean era o submisso, exibindo as marcas de queimaduras feitas por Brando — que nunca assumiu o namoro.

James Dean da companhia de Marlon Brando / Crédito: Getty Images

 

As relações homossexuais de Dean, entretanto, começaram muito antes de Marlon. Billy J. Harbin uma vez escreveu que James teve “um relacionamento íntimo com o pastor” Metodista da cidade onde morava, o Reverendo James DeWeerd. Os dois teriam se aproximado quando o ator foi pedir conselhos para o pastor.

Paul Alexander também sugeriu a relação sexual entre os dois, que teria durado anos, desde o último ano do ensino médio de James. À atriz Elizabeth Taylor, Dean teria confirmado que fora abusado por um ministro, cujo nome nunca foi citado, dois anos após a morte de sua mãe.

De qualquer forma, após sua morte, James passou a ser considerado um dos maiores ícones gays, devido à sua sexualidade ambivalente. Em vida, o ator sempre dizia que não se prendia à rótulos e, ao mesmo tempo, Bast escrevia que ele e Dean costumavam “experimentar” sua sexualidade juntos.

James Byron Dean, em 1955 / Crédito: Wikimedia Commons

 

Relatos sobre a homossexualidade de James não faltam, desde pessoas que o viram com outros homens, até homens que alegam terem tido alguma relação com o ator — como no caso de Bast. Biógrafos como John Howlett e Darwin Porter, inclusive, afirmam que James poderia ser bi ou pansexual.

De qualquer forma, para muitas pessoas, a maioria dos relacionamentos de Dean não se passava de uma estratégia comercial, para manter seu nome nas manchetes. O que não seria uma surpresa para os autores Scotty Bowers e Lionel Friedberg, já que James era um homem mal educado e desagradável.

Mesmo com seu rosto bonito, traços femininos e movimentos sensuais, o ator, segundo os biógrafos, tinha o péssimo hábito de tratar as pessoas à sua volta com desdém. Assim, segundo pessoas que o conheceram, Dean — que era absolutamente apaixonado por carros — chegava a desrespeitar àqueles que estivessem “abaixo” dele.


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