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Carl Großmann, o açougueiro canibal de Berlim

A carne disponível em seu estabelecimento tinha uma origem insólita: vinha de suas vítimas fatais

Isabela Barreiros Publicado em 06/11/2019, às 18h15

Carl Großmann, o açougueiro de Berlim
Carl Großmann, o açougueiro de Berlim - Domínio público

Carl Großmann, além de açougueiro, foi um serial killer alemão. Por volta dos anos 1890, ainda jovem, Großmann foi preso por abusar de uma menina de sete anos de idade, cumprindo 14 anos em uma prisão em Berlim. Ele não parou por aí: condenações por abuso sexual de crianças tornaram-se frequentes no histórico do alemão.

Ainda assim, as maiores atrocidades de Großmann foram cometidas quando ele começou a trabalhar em um açougue na cidade de Berlim. Acredita-se que ele tenha canibalizado inúmeras de suas vítimas, vendido parte de carne humana no mercado negro e ainda colocado os restos comestíveis de suas vítimas à venda no estabelecimento em que trabalhava.

Suas vítimas eram abordadas principalmente no subúrbio de Andreasplatz, em Berlim. Prostitutas, mulheres pobres, ou apenas mulheres que estivessem viajando sozinhas pela região eram o alvo do assassino, que as levava para sua casa no intuito de mata-las e comer sua carne.

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Crédito: Domínio Público

Perto do canal Luisenstad e uma praça, autoridades encontraram restos de partes “não comestíveis” de pessoas, como ossos. 23 corpos despedaçados foram avistados no canal, e mais tarde conectados com os crimes do assassino.

Não foi possível atribuir todos os corpos ao serial killer. Foi só no dia 21 de agosto de 1921, quando vizinhos ouviram gritos saindo da casa de Großmann, que ele começou a ser investigado pela polícia. Quando estes chegaram a sua casa, avistaram o corpo de sua última e recente vítima. Uma mulher havia sido assassinada no ambiente. No forno de sua cozinha, também foram encontrados restos carbonizados de mãos humanas.

Assim, as autoridades alemãs começaram a investigar o caso. Segundo vizinhos, muitas mulheres de aparência pobre entravam na casa, mas apenas algumas saíam vivas dela. Ainda assim, não foi possível determinar quantas mortes ele causou.

Relatórios da época divergem em relação aos números. Um do ano de 1921 alega que ele reconheceu que assassinou aproximadamente 20 mulheres ao longo de 20 anos. Outro, de um ano mais tarde, ainda afirma que ele admitiu apenas quatro desses crimes. Acredita-se que ele tenha sido responsável pelo desaparecimento de cerca de 100 mulheres.

Ele foi condenado pelo crime de assassinato e sentenciado à morte. Com 58 anos, o homem enforcou-se em sua cela antes que pudessem cumprir a sua sentença final. Os motivos e detalhes de seus crimes permaneceram desconhecidos em grande parte.


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