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Carlos, o Chacal: Assassino do comunismo

Conheça a trajetória do venezuelano que trabalhava para regimes comunistas como matador particular

Redação Publicado em 11/04/2019, às 15h00

Carlos
Reprodução

Carlos Illich Ramirez Sanchez tornou-se conhecido como Carlos, o Chacal. Seu pai, um advogado comunista, batizou os três filhos como Vladimir, Illich e Lênin (que formam o nome do fundador da União Soviética). O passaporte do terrorista era recheado de carimbos do circuito “eixo do mal”, para usar a expressão do ex-presidente norte-americano George W. Bush.

Nasceu na Venezuela, treinou guerrilha em Cuba, passou pela Argélia e Iraque até ficar a soldo da Stasi, a polícia secreta da Alemanha Oriental. O apelido Chacal veio do livro O Dia do Chacal, de Frederick Forsyth, que a polícia encontrou em um de seus esconderijos.

Depois de sair da Venezuela, estudou em Londres e depois fez faculdade na Universidade Patrick Lumumba, em Moscou, de onde foi expulso em 1970. Aos 24 anos, entrou para a Frente Popular para a Libertação da Palestina e começou sua carreira criminosa.

Matou empresários e policias até dar o grande golpe de sua vida: sequestrou 60 representantes da Organização Mundial do Petróleo, a Opep, que estavam reunidos em Viena, na Áustria. Matou três deles.

A partir de 1976, passou a executar trabalhos para países comunistas ou sob ditaduras. Matou opositores no Iraque e dissidentes romenos que viviam no exterior. O colapso do comunismo no fim dos anos 80 o deixou sem causa e sem fonte pagadora. Perambulou por vários países até acabar no Sudão, onde foi preso e deportado para a França.

A maneira como foi preso é curiosa: internou-se para fazer uma cirurgia nos testículos. Foi sedado e acordou a bordo do avião que o levou para a Europa. Foi condenado à prisão perpétua em 1997 e cumpre a pena até hoje.