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Perfil de um assassino: conheça a biografia sobre o serial killer Charles Manson

Escrita pelo biógrafo Jeff Guinn, a obra conta em detalhes a vida de um dos mais brutais criminosos da História

Isabella Bisordi Publicado em 03/09/2020, às 20h30 - Atualizado em 12/05/2021, às 15h30

Fotografia de Charles Manson
Fotografia de Charles Manson - Domínio Público, via Wikimedia Commons

Durante a década de 1960, Charles Manson, o líder da seita criminosa, a Família Manson, aterrorizou os Estados Unidos. Embora ele não tenha participado ativamente de todos os crimes, sua ideologia foi responsável por uma série de assassinatos, entres eles da atriz Sharon Tate.

Ao longo dos anos, a história foi adaptada para produções cinematográficas e literárias. Lançada em 2016, pela editora Darkside, a obra "Manson: A biografia", de Jeff Guinn apresenta os mórbidos detalhes a vida de um dos mais brutais criminosos da História.

A vida de Manson

Nascido em 12 de novembro de 1934, Charles Milles Maddox nunca conheceu seu pai, e herdou o sobrenome Manson de um breve casamento de sua mãe. O jovem viveu a maior parte de sua infância com sua avó e seu tio, que o espancava e o abusava constantemente.

Após diversas rejeições por parte de sua mãe, Kathleen Maddox, o garoto viveu em reformatórios por cometer diversos delitos, e chegou a fazer algumas avaliações psiquiátricas. Como resultado, os médicos disseram que, por trás de toda a sua frieza e de suas mentiras, havia um garoto extremamente sensível e que não recebera amor o suficiente — além de ter um QI acima da média.

O serial killer Charles Manson hoje em dia / Crédito: Getty Images

 

Aos 17 anos, foi enviado para uma instituição e, perto de receber sua liberdade condicional, abusou de alguns homens dentro da cadeia, fazendo com que ele continuasse no local por mais tempo. Dois anos depois, ao mudar seu comportamento repentinamente e se dedicar à alfabetização, conquistou sua liberdade.

Aos 20 anos, casou-se pela primeira vez e teve um filho. No entanto, logo se divorciou e foi preso novamente por diversos crimes — como roubos, prostituição e estupros. Anos depois conheceu Leona, uma prostituta com quem se casou e se tornou mãe do seu segundo filho. Aos 26 anos, Charles já era um adulto manipulador e com grande interesse em assuntos religiosos e científicos.

O surgimento da Família Manson

No ano de 1967, aos 32 anos, Manson passou a recrutar jovens “hippies” (em sua maioria, mulheres) para a formação de uma seita. A Família Manson, como era chamada, era composta por jovens de famílias ricas que não tinham um bom relacionamento com seus pais, e então preferiam viver pelas ruas da Califórnia.

O grupo se estabeleceu no Spahn Ranch, um antigo set de filmagens perto de Los Angeles, e adotou um modo de vida bastante peculiar. Usando drogas como LSD, os seguidores de Manson acreditavam que ele era a própria reencarnação de Jesus Cristo, se aproximaram de crenças ocultistas e sobreviviam por meio de roubos.

Na mesma época, Manson tinha o grande sonho de se tornar músico. Obcecado pela banda The Beatles, acreditava que o “White Album”, lançado em 1968, era um sinal para que seu plano de guerra racial fosse colocado em prática. Até que, no ano de 1969, ao ver que não surgiram maiores sinais de confronto, o criminoso convenceu a Família Manson a “provocar” uma guerra, na qual os negros venceriam. Para isso, teriam que assassinar pessoas brancas — e bem influentes — da região, e colocar a culpa em grupos da resistência negra.

A morte de Sharon Tate 

Na noite de 9 de agosto de 1969, um grupo de seguidores fanáticos de Manson invadiu a casa de Sharon Tate — que estava grávida de oito meses — e Roman Polanski, famoso diretor e roteirista. A mulher e mais quatro amigos do casal foram torturados e assassinados, e os criminosos usaram o sangue das vítimas para deixar mensagens nas paredes, como “morte aos porcos”.

A atriz Sharon Tate / Crédito: Divulgação / 20th Century-Fox, via Wikimedia Commons

 

Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Rosemary e Leno LaBianca, matando o casal. Era o começo da guerra prevista por Manson e chamada “Helter Skelter”, nome de uma música dos Beatles que acreditava ter muitas mensagens sobre o tema.

Apesar de não ter participado ativamente de nenhum dos crimes, em 1972, Manson foi condenado à prisão perpétua como líder de uma série de assassinatos cometidos por seguidores de sua seita.

A biografia 

No livro “Manson: A Biografia” o leitor poderá descobrir como o criminoso tornou-se tão cruel — e, ao mesmo tempo, com um sonho de se tornar um superstar. No retrato sombrio de Charles Manson, feito pelo biógrafo Jeff Guinn, é possível desvendar detalhes de sua caçada desenfreada para se tornar uma figura conhecida e como sua imagem, até hoje, remete à uma figura completamente assustadora.

Depois de anos de pesquisa, o livro publicado oferece uma nova visão sobre a vida de caos, sexo, drogas e rock’n’roll no qual Manson se envolveu, além de mostrar como sua mente doentia trabalhava.

Obra Manson: A biografia, de Jeff Guinn (2016) / Crédito: Divulgação / Darkside 

 

Confira, abaixo, um trecho inédito da obra, disponível no site da Amazon:

“O juiz ordenou testes psiquiátricos. O dr. Edwin McNeil reconheceu Charlie, que disse que havia sido mandado para o reformatório por ser malcriado com sua mãe. Após tantos anos em reformatórios ele estava com problemas para se adaptar à sociedade. Charlie declarou que amava muito sua esposa. Talvez tivesse batido nela algumas vezes; quando se frustrava com a vida, às vezes se tornava maldoso — ele sabia que precisava controlar melhor seu temperamento. Mas agora que Rosalie estava grávida, ele desesperadamente queria ficar longe da prisão para ficar com ela. O Dr. McNeil reportou à corte que, com base em seus registros passados, Charlie necessitava de liberdade vigiada. Mas, ‘com incentivo de uma esposa e a provável paternidade, era possível que ele pudesse se reajustar’. No dia 7 de novembro, foi sentenciado a cinco anos de liberdade vigiada.”


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