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24 anos de teorias: afinal, Jack e Rose poderiam ter sobrevivido juntos?

Apesar de emocionante, o final de Titanic já gerou diversas discussões entre os fãs inconformados com o destino do casal

Wallacy Ferrari/Atualizado por Pamela Malva Publicado em 14/04/2021, às 12h00

Uma das últimas cenas do clássico Titanic
Uma das últimas cenas do clássico Titanic - Divulgação / 20th Century Fox

Há exatos 109 anos, o grande RMS Titanic afundou nas gélidas águas do Oceano Atlântico, ao leste da Ilha canadense de Terra Nova. Junto dele, centenas de histórias também naufragaram, além de segredos e amores que não superaram a tragédia.

Palco de um dos maiores filmes do cinema internacional, o Titanic também teve sua história marcada por um romance arrebatador — ainda que fantasioso. Poucos casais das telonas, afinal, realmente conquistaram o apreço popular como Jack e Rose, os protagonistas do longa lançado em 1997.

Com uma bilheteria de US$ 2,1 bilhões de dólares, Titanic foi, durante doze anos, a produção de maior arrecadação da história do cinema. E um dos fatores responsáveis por esse sucesso é o inesquecível envolvimento amoroso de Jack, um rapaz da terceira classe do navio, com a grã-fina Rose, inspirada em Beatrice Wood.

Uma das cenas mais emblemáticas da história do cinema / Crédito: Divulgação / 20th Century Fox

 

Um final ingrato

Em mais de três horas de filme, Titanic constrói o amor improvável entre duas classes, algo que não poderia acontecer fora do transatlântico. O problema é que, no final do longa, os espectadores têm de se despedir do carismático Jack, em uma cena trágica.

Embora emocionante, após quebrar barreiras sociais e movimentar um romance em meio ao caos, a cena final do casal gerou muitas discussões. Acontece que, enquanto centenas de pessoas tentavam salvar suas vidas em botes, Rose acompanhou Jack até uma porta de madeira, que flutuava no mar com águas a -2ºC.

O jovem artista, por sua vez, apenas apoiou-se no bote improvisado, a fim de segurar as mãos de sua amada até o fim. Eventualmente, o corpo de Jack se entregou ao frio e, assim, um dos personagens mais famosos do cinema afundou no Oceano Atlântico.

Imagem dos bastidores da famosa cena de Titanic / Crédito: Divulgação/Youtube

 

Polêmicas

Durante muitos anos, então, as pessoas se frustraram com a injusta morte de Jack Dawson. Foi assim que começaram a surgir teorias questionando o fim da trama. Afinal, seria possível abrigar Jack e Rose em cima do mesmo pedaço de madeira?

Para James Cameron, o diretor do icônico longa, cuja produção ganhou 11 estatuetas do Oscar em 1998, a trama do amado casal acaba na hora em que os créditos aparecem na tela do cinema. Para os fãs, todavia, aquele era apenas o começo de outra narrativa.

Insatisfeitos com o desfecho e a prematura morte de Jack, diversos entusiastas e amantes do longa decidiram verificar se o personagem teria sobrevivido de outra forma. Pesquisadores e fãs chegaram, inclusive, a reproduzir a emblemática porta em tamanho real, a fim de provar que ambos Jack e Rose poderiam ter saído com vida da tragédia.

Casal de amigos simulam posições que acolheriam Jack e Rose / Crédito: Divulgação / Facebook

 

A ciência explica

Sendo a teoria mais famosa, uma sequência de fotografias foi amplamente divulgada em redes sociais para embasar o argumento de que Rose poderia ter acolhido seu amado em cima da porta. Para os teóricos, os dois jovens caberiam perfeitamente na madeira.

Com uma réplica visualmente perfeita da porta, respeitando sua verdadeira proporção, uma dupla de amigos comprovou que o espaço disponível era o suficiente. O problema é que tal teoria não considerou as condições climáticas, marítimas ou físicas da ocasião.

A função de verificar o lado prático do episódio ficou a cargo do programa "MythBusters: Os Caçadores de Mitos", que decidiu pôr o teste em prática. Em um lago, então, os dois apresentadores se instalaram em uma porta de tamanho idêntico à do filme.

Apesar de estar em uma temperatura bem mais alta, não só comprovaram que o acolhimento de Jack na porta poderia ter o resgatado, como, se a dupla tivesse calma, poderia adaptar os coletes como bóias na porta, garantindo o equilíbrio.

Em 2017, as estudantes de matemática Abigail Wicks, Christy Zhang e Julia Damato usaram o argumento de que Jack poderia ter sido tirado da água como uma tese científica, realizando testes com temperaturas semelhantes na água salgada sobre a madeira. O resultado não apenas confirmou que o salvamento seria possível, como ainda garantiu o primeiro lugar do trio na competição nacional de matemática.

Apresentadores de MythBusters se instalam em porta para provar o salvamento / Crédito: Divulgação / Discovery

 

Quem manda é o diretor!

Mesmo com tantas teorias edificando um resgate do personagem de Leonardo DiCaprio, o diretor James Cameron já brincou e até se irritou com a persistência na pergunta, sempre reafirmando que não terá outra versão além da que fez o estrondoso sucesso.

Refutando a tese do "MythBusters", o diretor explicou que Jack dificilmente adaptaria a porta com os coletes tendo o cérebro afetado pela hipotermia. Em entrevista concedida ao The Daily Beast, em 2019, inclusive, ele explicou o desfecho do longa.

"A melhor opção para Jack era manter a parte superior do corpo fora d'água e esperar que um barco ou qualquer outra coisa o retirasse do mar antes de morrer". Dois anos antes, entretanto, Cameron foi categórico ao defender seu roteiro.

Em entrevista à Vanity Fair realizada em meados de 2017, o diretor demonstrou estar cansado dos questionamentos. "A resposta é muito simples. O roteiro diz, na página 147, que Jack morre”, explicou o cineasta, sem muita paciência.

Em contrapartida ao argumento do diretor, a única "sobrevivente" pode ser mais empática com a morte de Jack; em entrevista ao programa Jimmy Kimmel Live, em 2018, Kate Winslet, intérprete da eterna Rose, admitiu que poderia ter salvo o companheiro: "Eu acho que ele caberia naquele pedaço de porta!"


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