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Ciúmes, incesto e obsessão: Anna Månsdotter, a assassina que matou a própria nora

No século 19, a última mulher a ser executada na Suécia abalou um município inteiro

Penélope Coelho Publicado em 22/04/2020, às 17h19

Retrato de Anna Månsdotter
Retrato de Anna Månsdotter - Wikimedia Commons

O município de Yngsjö, ao sul da Suécia, tinha como principal característica a tranquilidade. A cidadezinha provavelmente nunca teria tido notoriedade se não tivesse sido o palco de um dos assassinatos mais comentados da história do país.

Anna Månsdotter se tornou um dos nomes mais macabros, após cometer um crime brutal contra um membro de sua própria família, o homicídio que ficou conhecido como o assassinato Yngsjö.

O ponto de partida da história é o casamento entre Anna e Nilsson Nils, um homem 13 anos mais velho que ela. A união nunca foi por amor, e sim, por conveniência. A mulher esperava ter um futuro financeiro estável e seguro. Mas, o que realmente aconteceu foi um casamento infeliz, pobre e marcado por dívidas. Por sua experiência nesse relacionamento conturbado, Anna buscou apoio em Per Nils, o único de seus três filhos que sobreviveu na vida adulta.

Acredita-se que Månsdotter abusava sexualmente do menino, fazendo com que Per criasse uma relação estranha com a mãe, dependendo cada vez mais dela. Na idade adulta, Per ficou noivo de Hanna Johansdotter, o casamento foi arranjado para evitar a falação na cidade que estranhava a forma com que Anne tratava seu filho. Hanna, aos 21 anos, não tinha ideia da enrascada em que tinha se metido.

Hanna Johansdotter, vítima fatal de Anna Månsdotter e Per Nilsson / Crédito: Wikimedia Commons

 

O crime

Desde o início do namoro, a menina se queixava da sogra. A relação entre as duas foi marcada por muita rivalidade por causa de Per, que se manteve neutro aos conflitos. Apesar da ideia do casamento ter sido de Anna, ela estava começando a ficar arrependida por ter que dividir seu filho com outra mulher, o ciúmes estava cada vez maior.

Após o casamento, Hanna percebeu que realmente amava seu marido e se sentia muito triste por ser tratava como uma pessoa que não fazia parte de sua família. Inicialmente,  combinado era de que Anna voltasse a morar com sua mãe para que o casal tivesse privacidade. Hanna até tentou, seu pai ofereceu ajuda para construir uma casa para a mulher, mas, as tentativas foram em vão.

O estopim teria acontecido quando Hanna descobriu a relação sexual entre mãe e filho. A decisão dos dois foi assassinar a garota para evitar o falatório na cidade. A versão mais famosa para o crime que aconteceu em 1889 —  foi a de que Anna bateu em Hanna com um grande pedaço de madeira, enquanto Per a segurava. Depois do espancamento, Anna teria estrangulado a jovem e Per colocou o corpo de sua esposa em uma escada para simular uma queda acidental.

Foto tirada alguns momentos antes da execução de Anna Månsdotter / Crédito: Wikimedia Commons

 

Condenados

O corpo de Hanna foi encontrado por um vizinho que estranhou a narrativa, desconfiando de Per e sua mãe. Até na hora de confessar o assassinato, mãe e filho tentaram proteger um ao outro. Depois de cinco dias de muita insistência, Nilsson confessou que teria matado a esposa, mas, negou a participação de sua mãe.

Anna por sua vez, decidiu contar para a polícia que o filho não tinha praticado o crime sozinho e que eles teriam sido cúmplices nessa triste história. Os dois foram condenados à prisão perpétua pelo caso sexual ilícito que mantinham e ambos receberam sentença de pena de morte pelo assassinato de Hanna Johansdotter.

Porém, somente Anne pagou pelo crime com a própria vida. A mulher foi a última pessoa do sexo feminino a ser executada na Suécia, além da fama pelo assassinato, seu nome também tem um peso por ser objeto de interesse para historiadores.

Em agosto de 1890, a assassina foi decapitada com um machado. Já Per, apelou ao país por misericórdia, seu pedido foi aceito, por isso, não houve execução. O homem ficou preso por 23 anos e após ter sido libertado foi bem recebido de volta na sociedade, que culpou Anna pela criação perversa do menino. Per Nilsson faleceu em 1918, em decorrência de uma doença nos pulmões.


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