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Cococi, a impressionante cidade 'fantasma' do sertão cearense

Com pouquíssimos habitantes, o local foi abandonado e está em ruínas, contando apenas com duas casas e uma igreja preservada

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 27/06/2021, às 08h00

A 'cidade fantasma' de Cococi, no Ceará
A 'cidade fantasma' de Cococi, no Ceará - Divulgação/Youtube/Domingo Espetacular

Cidades são construídas, habitadas e, às vezes, abandonadas. Lugares que abrigavam prédios, casas, praças e inúmeros estabelecimentos podem acabar em ruínas por inúmeros motivos, mas não deixam de apresentar uma paisagem impressionante e até mesmo curiosa.

Esses locais ficam conhecidos como “cidades-fantasma”. Embora não seja possível observar uma pessoa sequer nessas cidades, suas estruturas permanecem à vista, erguidas ainda depois de tanto tempo e chamando a atenção de curiosos. 

No Brasil, inclusive, existem inúmeros lugares que acabaram sendo abandonados com o tempo e hoje são explorados como cidades-fantasma. Uma delas é a ex-cidade de Cococi, que não é considerada cidade desde 1979, quando foi transformada em apenas um distrito.

No meio do sertão

Ruínas e gado em Cococi / Crédito: Divulgação/Youtube/Dani Moura

 

Como relatou o G1 em 2012, uma época em que reportagens eram feitas constantemente sobre a cidade fantasma de Cococi, o distrito tornou-se parte do município de Parambu, que está localizado no sertão dos Inhamuns do Ceará, no nordeste brasileiro.

Antes de se tornar apenas ruínas, o local já chegou a abrigar cerca de duas mil pessoas, muito diferente das apenas sete que viviam na região em 2012, ano da notícia. Os sete habitantes pertencem a somente duas famílias diferentes.

Embora tenha até mesmo perdido o status de cidade, Cococi foi muito importante para a região dos Inhamuns, no sertão cearense. Segundo reportagem do Domingo Espetacular, o local foi fundado em 1708, ano em que a família Feitosa decidiu que moraria no local.

Últimas casas no distrito de Cococi / Crédito: Divulgação/Youtube/Domingo Espetacular

 

A história da região deve muito à Cococi, visto que ela foi a responsável por abrigar os primeiros habitantes da área, como explicou a então diretora do Museu dos Inhamuns, Dolores Feitosa, ao G1 na época.

Os principais motivos para o — quase — fim da cidade foram as secas que acometem a região durante quase todo o ano e a corrupção do último prefeito do distrito. Segundo os moradores da região, o político fez uso irregular de verba pública, o que indignou a população que já estava cansada do descaso com a cidade.

Feitosa explica ainda que as estiagens fizeram com que as pessoas abandonassem a cidade.

As pessoas foram saindo atrás de melhores condições de vida para seus filhos, para que eles pudessem estudar em centros mais desenvolvidos, porque Cococi estagnou, contou.

Apenas ruínas

Casa em ruínas no distrito de Cococi / Crédito: Divulgação/Youtube/Domingo Espetacular

 

Quando o G1 realizou a reportagem sobre Cococi em 2012, apenas sete pessoas habitavam a região. Em 2018, na vez de o Domingo Espetacular, da rede Record, cobrir o assunto, o número havia diminuído: eles contaram cinco pessoas no distrito.

Em ruínas, o local conta somente com duas casas e uma igreja conservadas, embora o tempo tenha passado. Não há prefeitura nem câmara municipal, que foram tomadas pela vegetação. Outras residências, que já não contam mais com moradores, não possuem telhado e algumas nem ao menos paredes.

Crédito; Divulgação/Youtube/Dani Moura

 

Maria Clenilda Lobo, uma das habitantes da ex-cidade, descreveu o distrito como uma “cidade fantasma onde não acontece nada na maior parte do ano”, onde vivia da agricultura de subsistência.

Já outra moradora, Ana Cláudia, afirmou: “Aqui sempre vêm historiadores, pesquisadores interessados na história do Cococi. Também temos sempre visita de pessoas que vêm gravar entrevista e filme por aqui”.


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