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Colisão de buracos negros confirma teoria de Stephen Hawking, diz novo estudo

Conheça mais sobre a pesquisa que registrou um fenômeno que havia sido previsto pelo físico através de modelos matemáticos

Ingredi Brunato, sob supervisão de Penélope Coelho Publicado em 08/07/2021, às 10h36 - Atualizado às 11h36

Fotografia de Stephen Hawking em 2010
Fotografia de Stephen Hawking em 2010 - Getty Images

Stephen Hawking se consagrou como um dos maiores físicos de todos os tempos, sendo capaz de adicionar contribuições significativas para o campo. Embora tenha falecido em 2018, os trabalhos do cientista britânico continuam gerando novos desdobramentos. 

Nesta semana, por exemplo, foi divulgado o mais recente deles - uma equipe de pesquisadores de diferentes partes do mundo, incluindo o Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) conseguiu encontrar evidências para apoiar uma das teorias desenvolvidas por Hawking a respeito de buracos negros. O estudo foi repercutido pela BBC na última quarta-feira, 7. 

O fenômeno 

Primeira fotografia já feita do campo magnético de um buraco negro / Crédito: Divulgação/European Southern Observatory

 

Buracos negros foram um dos grandes objetos de estudo do físico britânico, e não sem razão. Eles são corpos celestes de propriedades únicas que se formam após a morte de estrelas grandes, segundo documentado pelo Brasil Escola. 

Seu campo gravitacional é tão forte que eles são capazes de absorver tudo que passa perto deles, desde partículas até energia - incluindo sua própria luz. Ainda falta bastante para que o funcionamento desse enigmático fenômeno seja completamente desvendado, porém, graças a essa nova pesquisa, estamos um pouco mais perto. 

Colisão vista 'de perto' 

Imagem gerada por computador simulando colisão de dois buracos negros / Crédito: Divulgação/ LIGO 

 

O estudo liderado pelo físico Maximiliano Isi acompanhou a fusão entre dois buracos negros. O motivo pelo qual isso é relevante é porque, segundo especulado por Hawking, a área do horizonte de eventos (que é a região ao redor do buraco negro que está sob efeito da gravidade intensa dele, de forma que tudo que passa por ali é engolido por ele), jamais diminui. 

Ao constatarem com 95% de certeza que o buraco que foi criado como resultado da fusão dos dois anteriores possuía um horizonte de eventos com uma área que não era menor que a soma das duas originais - ou seja, sem nenhuma diminuição, como previsto por Hawking -, os pesquisadores ajudaram a confirmar as hipóteses do cientista. 

Para fazer essa medição, o grupo por trás do estudo analisou a onda gravitacional GW150914, que foi o nome dado à radiação liberada pela fusão acompanhada. 

"Com sistemas de detecção aprimorados, pudemos observar o antes e o depois dessa colisão", contou Isi à BBC News. Para esse estudo, os equipamentos usados para capturar a onda foram os do Observatório LIGO (Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser). 

Radiação 

A presença dessa energia solta por buracos negros, por sua vez, foi descoberta pelo físico britânico, motivo pelo qual ela foi nomeada como “radiação Hawking”. 

A noção, apesar de contraintuitiva (já que astrônomos acreditavam que nada podia escapar de ser sugado pelo fenômeno, portanto não faria sentido que houvesse energia sendo liberada por eles), foi provada por Stephen através de modelos matemáticos. Essa foi a primeira vez, porém, que o acontecimento foi registrado acontecendo. 

"No futuro, quando nossos observadores continuarem a melhorar, detectaremos cada vez mais sinais com mais precisão. Com isso esperamos continuar corroborando essas leis e, um dia, conseguir descobrir algo completamente novo", concluiu Maximiliano

Confira o estudo completo aqui.


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