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Como a Segunda Guerra influenciou a origem do Cheetos

O salgadinho, que hoje é o prazer de muitos, nasceu de uma particularidade dos alimentos para soldados

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 28/08/2021, às 09h40

Fotografia mostrando o salgadinho
Fotografia mostrando o salgadinho - Divulgação / Facebook/ Cheetos

Durante períodos de guerra, comida é sempre um desafio. Isso pois, embora esses sejam suprimentos fundamentais para manter os soldados dando o máximo de si ao conflito, é muito difícil precisar armazenar alimentos por meses a fio.

No caso dos Estados Unidos, por exemplo, em que as batalhas aconteciam em outro continente, tudo que fosse fresco acabaria apodrecendo no caminho até as tropas. 

Assim, era necessário pensar em soluções inteligentes, que mantivessem a comida digerível mesmo depois de passar longos períodos dentro de uma mochila. 

Conforme divulgado pela Wired e repercutido pela Exame em 2015 e UOL em 2016, uma das invenções que ajudou a manter os batalhões norte-americanos de barriga cheia foram os sais de fusão, componente químico capaz de manter alimentos preservados por mais tempo. 

Soldados norte-americanos / Crédito: Wikimedia Commons/ US Navy 

 

O queijo, por exemplo, ao ser misturado com sais de fusão, ficava muito mais resistente a condições que, de outra forma, acelerariam seu processo de deterioração, como temperaturas altas, umidade, e a própria ação do tempo. 

Esse produto, que passou a ser mandado para os soldados no front, tinha ainda a vantagem de ser barato, uma vez que era possível misturar tipos diferentes de queijo. A ideia começou a ser colocada em prática na Primeira Guerra Mundial, em que o governo dos Estados Unidos encomendou centenas de toneladas do alimento modificado. 

Foi no segundo conflito de proporções globais, todavia, que a prática foi levada para outro nível. 

Menos é mais 

Durante a Segunda Guerra, os membros do exército passaram a fazer alterações ainda mais intensas no queijo já modificado que recebiam. Para aumentar ainda mais a data de validade da comida, eles prensavam e desidratavam tudo.

Os legumes, grãos, ovos, batatas, entre outros alimentos, se tornavam pequenos blocos compactos, ou simplesmente ração. Assim, era possível guardar mais nutrientes usando menos espaço, o que é sempre vantajoso em contextos extremos como o encontrado em um conflito. 

O queijo, por sua vez, era reduzido literalmente a pó. Dessa forma, os militares estadunidenses salpicavam suas refeições com aquele pó de queijo, da mesma maneira como alguém jogaria sal ou tempero sobre seu prato.

Principais oficiais norte-americanos / Crédito: Wikimedia Commons/ US Navy 

 

Do front para o supermercado  

Quando a guerra terminou, o governo norte-americano ficou subitamente sem uso para os imensos estoques de alimentos que haviam comprado para seus soldados. 

O jeito encontrado para que se livrassem dos produtos foi vendê-los a preços baixíssimos para empresas alimentícias dos quais os tinham comprado. 

Grandes companhias estadunidenses, tais como a General Foods, Kellogg’s, Quaker Oats e Palmolive, aproveitaram a oportunidade para criar novas mercadorias. 

Uma delas foi o salgadinho que hoje é conhecido — e amado — por paladares ao redor do mundo todo. O Cheetos foi criado pela Frito Company, cujo fundador, por acaso, havia sido um dos abastecedores do exército. 

A marca criou uma massa à base de milho, que era frita e em seguida mergulhada no pó de queijo cheddar anteriormente consumido pelas tropas norte-americanas. O produto que surgiu a partir dessa receita se tornou rapidamente uma sensação nos Estados Unidos. 


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