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Como a China pretende desviar um potencial asteroide em rota de colisão com a Terra

Solução parece até cena de filme de ficção científica, mas pode ser vital para a preservação de nosso planeta

Fabio Previdelli Publicado em 15/07/2021, às 12h15

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Imagem ilustrativa - Pixabay

De acordo com dados do Banco Mundial de 2019, a Terra possui 7.674 bilhões de habitantes, sendo a China e a Índia, respectivamente, as nações mais populosas do mundo, com 1,4 bi e 1,3 bi de pessoas. 

Agora imagine que um gigantesco meteoro esteja em rota de colisão com nosso planeta, qual impacto você acha que ele teria em nossas vidas? Provavelmente, dependendo do tamanho do objeto que nos atingir, você acabe imaginando que poderia acontecer algo semelhante com o que ocorreu com a extinção dos dinossauros, correto? 

Afinal, há 66 milhões de anos, como explica matéria publicada pela equipe do site do Aventuras na História, quando um monumental asteroide atingiu a península de Yucatán, os dino não só foram extintos como também 70% das espécies que habitavam nosso planeta morreram.  

Imagem ilustrativa/ Crédito: Pixabay

 

Tudo aconteceu porque detritos dessa colisão foram lançados em nossa atmosfera, o que fez com que a luz solar fosse bloqueada por centenas de anos. Além de ser vital para a proliferação de diversos meio de vida, a temperatura na Terra também caiu consideravelmente.  

Foi uma das maiores extinções em massa que nossa história já presenciou. Mas calma, se uma ameaça como essa pairar sobre nosso planeta hoje, saiba que as coisas podem ser muito diferentes, principalmente se depender da China. Entenda! 

Como num filme de ficção científica 

Em Armageddon, filme de 1998 estrelado por Bruce Willis, cientistas da NASA se preparam para uma vital missão: após uma chuva de meteoritos atingir a Terra, eles descobrem que um gigante asteroide está em rota de colisão com nosso planeta, assim, enviam uma missão para perfurar o corpo celeste e explodi-lo com bombas nucleares.  

Porém, pesquisadores do Centro Nacional de Ciências Espaciais da China parecem ter encontrado uma solução eficiente. Segundo aponta matéria da BBC, estudiosos do país definiriam que se enviarem 23 de seus maiores foguetes e os colocarem em rota de colisão com um asteroide, conseguirão desviar seu trajeto e, consequentemente, impedi-lo de se chocar com a Terra.  

Cena da explosão do meteoro no filme Armageddon (1998) /Crédito: Divulgação/Buena Vista Pictures

 

Conforme dizem os especialistas, se os 23 foguetes atingirem o corpo celeste simultaneamente, o caminho poderá desviar tal asteroide de seu percurso original em uma distância de 1,4 vezes o raio de nosso planeta, que é de 6.371 quilômetros.  

Os cálculos para chegar nessa conclusão foram baseados em um asteroide chamado de Bennu, que está na órbita do Sol. Para se ter uma ideia, Bennu é tão largo quanto o famoso Empire State Building de Nova York, um dos 50 maiores edifícios do mundo, com 381 metros de altura.  

Conforme explica a Reuters, o Bennu está no grupo de rochas que, potencialmente, causariam estragos a níveis regionais ou continentais caso caísse em nosso planeta — um corpo com mais de 1 quilômetro, por exemplo, seria capaz de causas consequências globais.  

Como diz a BBC, os cientistas explicam no estudo que "os impactos de asteroides representam uma grande ameaça para toda a vida na Terra", sendo assim, lançar algo contra eles seria uma abordagem mais plausível, mas nem tão eficiente assim.  

Entretanto, quando um conjunto de objetos atinge um eventual asteroide, o cenário muda completamente. Para tal sucesso, os pesquisadores têm nos foguetes Longa Marcha 5 a chave para isso. 

Atualmente, eles são usados das mais diferentes formas, que vão desde transportar módulos lunares até lançar sondas à Lua ou Marte, por exemplo. Como explica a Reuters, desde 2016, a China já lançou seis deles, entretanto, o último, em maio deste ano, acabou gerando uma enorme preocupação por conta de suas partes remanescentes reentrarem em nossa atmosfera. Porém, os pedaços caíram em regiões não habitadas.  

"A proposta de manter o compartimento superior do foguete de lançamento para uma espaçonave guiadora, criando um grande ‘impactador cinético' para desviar um asteroide me parece um conceito bastante bom", diz à Reuters o professor do centro de pesquisa em astrofísica da Queen's University em Belfast, na Irlanda do Norte, Alan Fitzsimmons

"Ao aumentar a massa que atinge o asteroide, a física simples deve garantir um efeito muito maior", completa. No entanto, para que uma possível missão assim se torne realidade, é necessário que cálculos bem detalhados sejam aplicados.  

Asteroide Bennu/ Crédito: NASA

 

Segundo Gareth Collins, professor da Universidade Imperial College London, do Reino Unido, não precisamos ficar tão preocupados assim, já que a chance de um asteroide de 100 metros atingir a Terra nos próximos 100 anos é de 1%. 

Para os pesquisadores, usar algo para alterar o trajeto de um asteroide é muito mais eficiente que explodi-lo, já que esse método não criaria fragmentos menores que permanecessem com o curso inalterado.  

Como explica matéria da BBC, uma situação prática de tudo isso poderá ser vista em breve, entre o final deste ano e início de 2022, já que a NASA lançará uma espaçonave robótica para interceptar dois asteroides que estão, relativamente, 'perto' de nosso planeta.  

Assim, quando chegar ao seu destino, um ano depois, a nave da agência dos Estados Unidos fará um pouso forçado no menor desses dois corpos para calcular o quanto sua trajetória foi alterada. Como diz a Reuters, será a primeira tentativa da humanidade de alterar o curso de um corpo celeste. 


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