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Como era a vida no esconderijo de Anne Frank?

A dura vida de uma família fugindo do nazismo

Texto Mário Araujo / Ilustração: Sandro Castelli Publicado em 12/06/2019, às 08h00 - Atualizado às 14h07

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Crédito: Reprodução

Entre 12 de junho de 1942 e 1º de agosto de 1944, uma garota de nome Anne Frank, alemã e judia, dividiu seus sonhos, medos, amores, ilusões e desilusões com Kitty, o diário que ganhou de presente no aniversário de 13 anos.

Nele, ela registra o dia-a-dia no chamado “anexo secreto”, um esconderijo em Amsterdã, na Holanda. Foi lá que sua família viveu clandestinamente, numa tentativa de se esconder da polícia nazista e dos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

As narrativas do diário de Anne terminam três dias antes de o local ser descoberto. Na manhã de 4 de agosto de 1944, os moradores do esconderijo foram levados para o campo de concentração de Auschwitz, na Polônia. Anne e sua irmã Margot morreram de tifo no campo de Bergen-Belsen, na Alemanha, entre 1944 e 1945.

Apenas o pai, Otto Frank, sobreviveu – foi ele o responsável pela publicação do diário da filha, que virou um tremendo sucesso mundial, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos.

Veja como era o cotidiano da família, conforme os registros de Anne.

Crédito: Sandro Castelli

 

1. Armário secreto

Crédito: Sandro Castelli

“Ninguém jamais suspeitaria da existência de tantos cômodos por trás daquela porta cinza e lisa”, escreve em 9 de julho de 1942. Logo após a família Frank se mudar para o anexo, uma estante de livros foi erguida na frente da porta, tornando o esconderijo um local quase invisível.


2. 9h - Banho semanal

Crédito: Sandro Castelli

Após às 9h, aos domingos, os banhos estavam liberados. Como não havia chuveiro, o banho era de canequinha, dentro de uma tina com água aquecida. Cada um usava um local diferente. Anne, por exemplo, o tomava no “espaço toalete do escritório”.


3. 13h15 - Fast food

Crédito: Sandro Castelli

Meia hora era o tempo para o almoço – quando os funcionários do armazém estavam fora e um pouco de barulho era permitido. No cardápio, normalmente batatas, enlatados, sopa e o que mais os amigos e cúmplices conseguissem comprar no mercado negro.


4. 13h45 - Querido diário

Crédito: Sandro Castelli


Anne fazia seu dever de casa logo após o almoço. As atividades se dividiam entre línguas, matemática, história, taquigrafia ou qualquer outro curso que se pudesse comprar por correspondência. Os estudos aconteciam em seu quarto ou na sala comum. Era também nesse horário que Anne se dedicava a escrever seu diário.

5. 21h - Hora do sono

Crédito: Sandro Castelli

“A hora de dormir começa sempre com enorme agitação. Cadeiras são arrastadas, camas puxadas, cobertores desdobrados...”, escreve em 4 de agosto de 1943. Anne dormia num pequeno divã com umas cadeiras, para ficar maior. A sala virava o quarto da outra família que lá morava, os Van Pels.