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Como os antigos se viravam sem ar-condicionado?

Se engana quem pensa que séculos atrás não havia opções avançadas para se refrescar

Redação Publicado em 04/02/2019, às 12h30 - Atualizado em 11/04/2021, às 09h00

Imagem meramente ilustrativa
Imagem meramente ilustrativa - Imagem de Sławomir Kowalewski por Pixabay

Em 1902, o inventor americano Willis Carrier criou um sistema para controlar a umidade e a temperatura do ar em uma indústria gráfica em Nova York. Era o protótipo do ar-condicionado, aparelho que chegaria às casas americanas na década de 1950.

Mas houve versões primitivas e engenhosas muito anteriores.

Na Roma antiga, para amenizar o suadouro do verão, aquedutos eram construídos dentro das paredes, por onde circulava a água que refrescava os ambientes internos das casas (um luxo para os mais ricos, claro).

No sudoeste asiático, era comum pendurar feixes de capim molhado sobre as janelas, o que, de forma mais singela, porém eficiente, também diminuía a temperatura interior.

Na Idade Média, na Pérsia, edifícios usavam cisternas e torres de vento para arrefecimento no calor. "Em todas as civilizações anteriores ao século 20, refrescar-se dependia de água fresca, da cobertura do corpo para se proteger do sol e de edificações com ventilação e sombra", diz Pedro Paulo Funari, historiador.

Esse tipo de construção ainda é comum em lugares com verões muito quentes, como Espanha, Portugal e países árabes, onde os tetos são altos e há muitas janelas para facilitar a entrada do vento. Os mais pobres usavam panos úmidos e se vestiam com roupas leves.