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Como foram encontrados os dentes de Hitler?

Fundamentais para a identificação de seu cadáver, os restos do tirano enterraram teorias conspiratórias

Caio Tortamano Publicado em 23/09/2020, às 17h05

Dentes de Adolf Hitler
Dentes de Adolf Hitler - Divulgação

Encontrados em 1945 pelo exército soviético em Berlim, um conjunto de dentes teve o seu proprietário descoberto, e era ninguém menos que Adolf Hitler. Durante a descoberta, foi revelado um crânio que estava justamente nos destroços do bunker que o ditador passou seus últimos e melancólicos dias finais. 

Cientistas franceses analisaram esses restos históricos em 2018, e garantiram que os dentes ocuparam a boca do tirano. Philippe Charlier foi um dos pesquisadores responsáveis por analisar os restos encontrados e publicou os estudos na revista acadêmica European Journal of Internal Medicine.

Adolf Hitler /Crédito: Wikimedia Commons

 

A partir da arcada, foi possível notar que, já no momento de sua morte, Hitler tinha apenas quatro de seus dentes originais, muito por conta de seus problemas de saúde, como refluxo severo e vício em drogas.

“Os dentes são autênticos”, Charlier comentou, “nossos estudos comprovam que ele morreu em 1945. Podemos parar de supor se ele fugiu para a Argentina por um submarino, ou vive no lado escuro da lua, ou em uma base secreta na Antártida”. 

O francês afirma que, até o momento da pesquisa, todos os estudos publicados anteriormente sobre a autenticidade dos restos mortais do Führer não envolviam diretamente evidências físicas. Em 2018, com as análises do crânio e dos dentes, foi possível considerar definitivas as conclusões apresentadas pelo grupo.

Assim, foi possível acrescentar dados em uma antiga tese sobre o político; os pesquisadores não encontraram fibra de carne entre os dentes e próteses, corroborando a teoria de que o ditador era vegetariano.

Boca monstruosa

Além de confirmar que pertenciam a Hitler, também foi constatado o fato de o ditador ter uma dentição terrível. Ele tinha apenas quatro dentes originais na boca, com todos os outros repostos por próteses que simulavam dentes falsos e também aplicações metálicas. Os pesquisadores também se depararam com grandes tártaros e periodontite, revelando que a perda dos dentes não foi unicamente causada por confrontos.

A pesquisa também foi muito importante por outro sentido: análises genéticas puderam finalmente enterrar as teorias de que Adolf fugiu ao final da guerra.

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