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Como Gianni Versace 'obrigou' Donatella a assumir a marca milionária

A estilista que trabalha na chefia de uma das grifes de moda mais poderosas do mundo abriu seu coração à revista SSENSE em 2018

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 21/08/2021, às 09h00

Fotografia mostrando Donatella e irmão, Gianni, antes de sua morte
Fotografia mostrando Donatella e irmão, Gianni, antes de sua morte - Divulgação / Instagram / @donatella_versace

A italiana Donatella Versace, de 66 anos, é a vice-presidente de uma das maiores grifes de luxo do mundo, o Grupo Versace. Ela herdou o império da moda de seu irmão, o lendário designer Gianni, assassinado em 1997.

Em uma entrevista de 2018 à revista digital SSENSE, que foi posteriormente repercutida pelo Harper's Bazaar, a famosa estilista abordou assuntos delicados, como sua luta contra as drogas e a pressão que sentia por liderar a luxuosa marca. 

Essa pressão, no caso, se origina do fato do testamento do fundador da Versace determinar que 50% da companhia deveria ir para as mãos de sua sobrinha, Allegra.

Gianni idolatrava a minha filha e sempre a chamava de ‘minha princesinha’, mas ele colocou um tremendo fardo sobre ela com esta decisão. Ao dar metade da Versace para minha filha, ele me obrigou a assumir a responsabilidade pela empresa até que ela atingisse a maioridade. Sem esta condição, eu poderia ter deixado a empresa após sua morte”, desabafou a celebridade.

O preço do poder

Os grandes desafios profissionais da italiana, infelizmente, acabam se traduzindo em um vício em cocaína, algo que acabou afetando a vida de seus filhos e deteriorando sua autoestima. 

“Eu cometi um erro após o outro quando tentei inserir a essência de Gianni nas coleções da Versace. Mas nunca foi suficiente. Sempre que eu tentava algo novo, as pessoas balançavam a cabeça e diziam: ‘O que ela está fazendo agora?’ Foi só depois de sete ou oito anos que me tornei mais forte e aprendi a lidar com a pressão de ter um gênio como irmão”, afirmou. 
Fotografias de Donatella hoje / Crédito: Divulgação / Instagram / @donatella_versace

 

Para manter o sucesso da marca, Donatella relatou à SSENSE que precisou criar uma persona pública, assim escondendo suas dificuldades da vida privada. 

“Eu era o novo rosto da Versace. Quem compra moda de uma designer fraca e instável que está louca porque usa drogas e, portanto, não consegue se segurar? Ninguém! Então eu criei uma segunda Donatella: fria e distante, agressiva e assustadora”, contou.

Junto à reinvenção de sua persona, vieram mudanças de aparência. Ela passou a aplicar uma maquiagem mais pesada, e ainda se submeteu a diversos procedimentos cirúrgicos que modificaram seu rosto até torná-la quase irreconhecível em relação à mulher que havia sido no passado. 

Embora esse período de sua vida tenha sido difícil, todavia, Donatella saiu mais resistente do outro lado — e também mais humilde: 

“Não tenho medo de pessoas que possam fazer mais do que eu. Pelo contrário, estou à procura deles. Porque qualquer estilista que apoia apenas sua própria ideia logo se afundará. Meu ego pode lidar com um funcionário de 25 anos e dizer para ele: ‘Ontem pensei que sua ideia estava errada, mas agora ela faz sentido para mim e é melhor do que a minha”, explicou a italiana, ainda conforme a Harper's Bazaar.

A vice-presidente do império Versace também comentou sobre sua opinião a respeito de homens, que afirmou serem necessários “apenas para casos amorosos e para o relaxamento físico”.   

Relação com o irmão 

Trecho de desfile de 2017 da Versace inspirado na estética de Gianni / Crédito: Divulgação / Instagram / @donatella_versace

 

Por fim, a estilista se abriu em relação à proximidade que tinha com Gianni. Ela amava tê-lo como irmão mais velho, e considerou seus 12 anos de idade a época “mais feliz” de sua vida. 

Foi nesse período em que ela se tornou confidente dos hobbies e segredos do gênio da moda, inclusive sabendo de sua homossexualidade muito antes do resto do mundo. 


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