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Como Harry e William encararam a morte de Diana?

Os dois príncipes tinham apenas 15 e 12 anos quando sua mãe morreu repentinamente

Ingredi Brunato, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 04/04/2021, às 08h00

Princesa Diana e seus filhos, Harry e William em imagens
Princesa Diana e seus filhos, Harry e William em imagens - Getty Images

A morte da Princesa Diana no ano de 1997 em um acidente de carro foi um choque para o mundo inteiro. Celebridades ao redor do globo anunciaram seu luto, jornais publicaram notas de pesar e os britânicos enlutados encheram a frente do Palácio de Kensington de flores para homenagear a carismática Lady Di

Entretanto, é difícil imaginar que alguém tenha passado por um sofrimento maior que os filhos da Princesa de Gales. William e Harry tinham, respectivamente, 15 e 12 anos de idade quando se tornaram órfãos por parte de mãe. 

Em um documentário do canal HBO que foi lançado em julho de 2017, chamado “Diana, Our Mother: Her Life and Legacy” (Ou “Diana, Nossa Mãe: Sua Vida e Legado”, em tradução livre), os dois então príncipes (atualmente, Harry se desfez de seus títulos reais) abriram-se a respeito do evento traumático. 

“Não há nada igual no mundo. De verdade, não há. É como se um terremoto tivesse passado pela sua casa e pela sua vida e tudo mais. Sua mente está completamente dividida. Eu demorei um pouco para entender”, explicouWilliam, segundo repercutido pelo site Town & Country. 

A última conversa 

Depois que Diana se divorciou do Príncipe Charles, indo morar longe dos palácios da Família Real, seus filhos passaram a ter telefonemas diários com ela, para assim manter um contato frequente com a figura materna. Dessa forma, sua última troca de palavras com ela acabou sendo via ligação. 

“Eu realmente não consigo, necessariamente, lembrar o que eu disse. Mas o que eu sei é que, você sabe, possivelmente vou lamentar pelo resto da minha vida sobre o quão curto foi o telefonema. E se eu soubesse que essa seria a última vez que falaria com minha mãe, que coisas que eu teria dito a ela”, comentou Harry no documentário, ainda de acordo com o veículo. 

Funeral público 

O então ainda Duque de Sussex ainda contou sobre como o fato do funeral de Diana ter sido acompanhado por todo o mundo o impactou psicologicamente.

“Minha mãe tinha acabado de morrer, e eu tive que andar atrás de seu caixão, rodeado por milhares de pessoas me assistindo enquanto outras milhões faziam o mesmo via televisão. Eu não acho que qualquer criança deveria ser pedido para fazer isso, em qualquer circunstância. Eu não acho que isso aconteceria hoje”, afirmou também Harry

O filho mais novo de Lady Di não mostrou-se receoso em falar de sua saúde mental, dizendo por exemplo ao The Telegraph que esteve “muito perto de um colapso completo em várias ocasiões”. 

Fotografia de Harry / Crédito: Divulgação 

 

“Posso dizer, com segurança, que perder minha mãe aos doze anos e, portanto, desligar todas as minhas emoções nos últimos vinte anos, teve um efeito muito sério não apenas na minha vida pessoal, mas também no meu trabalho”, completou o membro da família real nessa entrevista. 

Superação 

Em “Diana, Our Mother: Her Life and Legacy”, William também falou a respeito do processo de superação e cura após a brutal perda de sua mãe. 

"Lentamente, você tenta reconstruir sua vida, e tenta entender o que aconteceu, e eu continuava dizendo a mim mesmo que, você sabe, minha mãe não queria que eu ficasse chateado. Eu me mantive ocupado também - o que é bom e ruim às vezes - mas permite que você meio que passe por aquela fase inicial de choque”, explicou o príncipe. 

Fotografia de William / Crédito: Divulgação  

 

“O tempo que passei com ela, a sensação de tê-la por perto e de ser amado como uma família - ou como um filho - acho que essas são as lembranças mais preciosas e especiais para mim”, concluiu por fim o filho mais velho de Lady Di, ainda segundo repercutido por Town & Country. 


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