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Como o "branquinho" sobreviveu com o passar dos anos

Resistindo à máquina de escrever e aos computadores, esse corretor manual tem ultrapassado gerações

Joseane Pereira Publicado em 19/11/2019, às 08h00

Uso do corretivo líquido
Uso do corretivo líquido - Divulgação/Amazon

O “branquinho” ou “corretivo” tem sido um item essencial no cotidiano de muitas gerações. Líquido branco e pegajoso, ele foi projetado para ajudar funcionários de escritórios a corrigir erros cometidos nas máquinas de escrever sem precisar recomeçar do zero. Mas como ele sobreviveu à ascensão da digitalização em nosso mundo?

LÍQUIDO RESISTENTE

Hoje em dia, até o papel está sumindo dos escritórios modernos. Entretanto, as vendas de branquinho não caíram com o tempo — na verdade, em 2017 elas subiram quase 10%, de acordo com os números mais recentes. Embora outros produtos tenham alcançado o mesmo objetivo, como tiras de papel colante, os fluídos de correção nunca foram eclipsados.

A marca mais famosa é a Wite Out, fabricada pela empresa BIC desde 1971. Tanto documentos manuscritos em tinta quanto os impressos à mão eram facilmente corrigidos com o uso de Wite Out, de presença essencial em escritórios.

Embora a venda de impressoras e até de papel estejam caindo, o fluido de correção permanece. De 2015 a 2017, a empresa BIC informou que sua participação aumentou de 5% para 9% nas papelarias. Mas quem está comprando o líquido? Segundo a revista de publicidade norte-americana AdWeek, a resposta é curiosa: as vendas podem estar sendo impulsionadas por artistas que usam o fluido como tinta.

Outra hipótese vem de um porta-voz da BIC, que apontou para anúncios interativos do Youtube promovendo esses objetos como um artigo “vintage” na era digital. A atração pelo material viria da mesma forma que outros artigos de uso popular no século 20: um carinho milenar por produtos antigos, feitos e usados a mão.


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