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Como o gosto estranho na água revelou parte de um dos maiores mistérios dos EUA

Apesar do alvoroço que o vídeo de Elisa Lam no elevador causou, haviam poucas pistas sobre seu paradeiro — que só foi encontrado após reclamações de hóspedes do Cecil Hotel

Fabio Previdelli Publicado em 10/03/2021, às 13h29

Imagem ilustrativa
Imagem ilustrativa - Pixabay

Quando o vídeo do circuito interno que mostrava Elisa Lam desesperada tentando se esconder em um dos elevadores do Cecil Hotel viralizou nas redes sociais, o desaparecimento da jovem canadense de 21 anos já estampava a capa dos jornais.  

Naquele ponto, a falta de pistas parecia cimentar o caso, que ficaria sem a principal resposta: O que aconteceu com Elisa? Porém, parte dessa dúvida foi respondida dias depois, quando hóspedes reclamaram de algo peculiar do hotel: o gosto da água.  

Investigações sem conclusões 

Em 26 de janeiro de 2013, Elisa Lam chegou a Los Angeles depois de desembarcar de um trem que partiu de San Diego em direção à Santa Cruz. Apesar do receio, a família de Elisa deixou a jovem viajar sozinha.  

Foto de Elisa Lam / Crédito: Divulgação/ Arquivo Pessoal

 

Entretanto, havia apenas uma condição imposta: ligaria todos os dias para seus pais para dizer que estava tudo bem. Porém, naquele 31 de janeiro, o telefone jamais tocou. A menina não havia feito a ligação, como de costume, para DavidYinna Lam. Algo de errado aconteceu.  

O fato fez com que seus pais, desesperados, ligassem para o Departamento de Polícia local. Apesar das buscas, a jovem não foi encontrada nas instalações do Cecil. Remontando seus últimos passos, descobriu-se que uma das últimas pessoas que Lam viu foi Katie Orphan

Dona de uma loja próxima ao hotel, chamada The Last Bookstore, Katie relatou que a jovem havia passado no local para comprar livros e discos de música que seriam presentes para sua família.

Com isso, os investigadores começaram as buscas no Cecil. Entretanto, a tarefa não foi nada fácil, já que o imenso estabelecimento possui centenas de quartos e corredores. Apesar da ajuda de cães farejadores, nenhum vestígio da jovem foi encontrado. Haviam voltado à estaca zero.  

Neste ponto, eles tinham apenas certeza de uma coisa: Elisa Lam não havia deixado o local. A certeza se dava pelas câmeras de segurança interna do Cecil. Elas não mostravam somente isso, nas imagens era possível ver uma Elisa desesperada, ofegante, tentando se esconder de algo ou alguém que a perseguia. Mas quem? Nada foi visto perto dela. 

A solução para lutar contra o tempo foi contar com a ajuda do público. Talvez uma mente externa pudesse enxergar algo óbvio que os investigadores não viam. Assim, as imagens da jovem na área de um dos elevadores foram divulgadas.  

Apesar da comoção que causou, as imagens, um tanto quanto bizarras, é verdade, só geraram teorias, teorias e mais teorias, mas sem nenhuma resposta. O que eles haviam deixado escapar? 

O caso parecia fadado a se tornar mais um daqueles que anos se passam e nenhuma evidência é encontrada. Temia-se que o paradeiro de Elisa fosse desconhecido para sempre. Mas o destino tratou de encerrar, ao menos, um dos inúmeros questionamentos que o desaparecimento levantou. 

A reveladora caixa d’água 

Duas semanas após seu sumiço, um fato curioso ajudou a revelar o paradeiro do cadáver da jovem: a água. Tudo começou quando hóspedes do Cecil passaram a reclamar do líquido que chegavam em seus quartos. 

"A água da torneira estava horrível", explicou Sabina Baugh, turista que se hospedou no hotel com o marido ao conversar com à CNN na época do episódio. "Tinha um sabor muito diferente, meio doce, asqueroso. Muito estranho. Quase não posso descrevê-lo".

Para uns, ela vinha com baixa pressão, já outros se queixavam que o líquido transparente apresentava um gosto estranho e uma cor peculiar — apesar do fluído se dissipar em poucos segundos.  

Com isso, como comumente acontece, a equipe de manutenção checou a caixa d'água, que fica no terraço do hotel. Porém, ao abrirem um dos tanques, notaram algo diferente lá dentro: o corpo nu de uma mulher que flutuava na água. Elisa estava boiando ao lado de suas roupas, as mesmas que ela vestia no vídeo que foi divulgado no elevador.  

O corpo de Elisa estava nu e boiando dentro de um tanque d'água do Hotel / Crédito: Getty Imagens

 

Quando os resultados da autópsia foram divulgados, os relatos só serviram para provocar mais perguntas dos que respostas. Embora o exame de toxicologia tivesse confirmado que Lam havia consumido vários medicamentos — provavelmente eram remédios para tratar de seu transtorno bipolar —, o médico legista declarou que Elisa morreu por afogamento acidental.  

Amy Price, gerente do Cecil, declarou no tribunal que, inicialmente, Elisa havia se hospedado em um quarto compartilhado, como se fosse um hostel. Entretanto, colegas de quarto relataram que a jovem apresentava um “comportamento estranho”, o que a obrigou a mudar para um quarto individual. 

Mesmo que a jovem estivesse sofrendo psicose ou alucinações, conforme aponta o documentário da Netflix, a morte ainda levanta dúvidas. O trajeto que ela — ou outra pessoa — fez para chegar ao terraço e, posteriormente, às caixas d’água, ainda hoje, são um grande ponto de interrogação.


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