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Como o Massacre de Columbine quase destruiu a carreira de Marilyn Manson

Tragédia ocorrida em 1999 levou o nome do astro às manchetes

Victória Gearini Publicado em 02/02/2021, às 16h22

O astro durante evento
O astro durante evento - Getty Images

No dia 20 de abril de 1999, o mundo presenciou um dos episódios mais sombrios da história dos Estados Unidos. O Massacre de Columbine, como ficou conhecido, resultou na morte de 12 alunos e um professor.

O crime foi orquestrado pelos estudantes Eric Harris e Dylan Klebold, que erroneamente foram considerados fãs de Marilyn Manson, o que resultou em dor de cabeça para o astro.

Brutal massacre

No fim da década de 1990, dois jovens estadunidenses, Eric Harris e Dylan Klebold, invadiram a Columbine High School, situada no Colorado, Estados Unidos. Por meio de instruções obtidas pela internet, os rapazes elaboraram 99 explosivos e adquiriram armas de fogo. 

No fatídico dia 20 de abril de 1999, os estudantes atiraram contra alunos, professores e outros funcionários da instituição, deixando mais de 20 pessoas feridas. Outras 13 foram mortas durante o atentado. Mais tarde, naquele mesmo dia, os garotos cometeram suicídio. 

Após o ocorrido, as autoridades passaram a investigar as motivações do crime, no entanto, diferente de outros massacres escolares que haviam acontecido anteriormente, os responsáveis não poderiam testemunhar, tornando o incidente muito mais difícil de ser investigado. 

Contudo, segundo às autoridades da época, os jovens sofriam bullying por mais de quatro anos. De acordo com os depoimentos das testemunhas, Harris e Klebold eram os estudantes mais excluídos da Columbine High School.

Além disso, eram agredidos verbalmente e fisicamente pelos demais alunos, principalmente pelos atletas do time de futebol americano. 

O Massacre de Columbine foi amplamente noticiado pela mídia, tornando-se o centro de debates sobre leis de controle de armas, gangues nas escolas norte-americanas e bullying escolar. 

A partir do atentado, diversos colégios dos Estados Unidos implementaram políticas de tolerância zero, fortificando a segurança das instituições de ensino. Além disso, diversos outros temas começaram a ser pautados, como uso de antidepressivos por parte de adolescentes, a influência da internet e a cultura de armas.

Dentre essas motivações que foram levantadas pelas autoridades, até músicas góticas da época foram apontadas como causadoras do massacre. Bandas de metal ou de "dark music", foram atribuídas como causadoras do crime, motivo que quase destruiu de vez a carreira de Marilyn Manson. 

A repercussão 

Na época do fatídico episódio, alguns veículos de comunicação publicaram matérias com manchetes sensacionalistas, como "Assassinos Eram Adoradores do Maníaco do Rock Manson" e "O Maníaco Adorador do Demônio Disse Para Crianças Matarem". Tal fato, levou muitas pessoas a acreditarem que o músico Marilyn Manson era o único responsável pelas mortes na Columbine High School.

Anos mais tarde, em entrevista ao The Guardian, o cantor alegou que o massacre de 1999  afetou drasticamente as vendas de seus discos. “A era Columbine destruiu toda a minha carreira na época”, disse Manson ao jornal. 

Embora atualmente o músico tenha uma carreira consolidada, aparecendo constantemente em programas de televisão, na época, ele foi considerado parcialmente culpado pelo tiroteio. 

Devido a repercussão, os integrantes da banda foram duramente perseguidos e chegaram a receber “centenas” de ameaças de morte. Manson afirmou ao jornal que ainda hoje as pessoas o culpam pelo ocorrido, mas que a escolha de comprar armas, ao invés de discos, foi dos garotos. 

“Isso deixou todos ao meu redor chateados. E descobri que cães-bomba da polícia também são cães de drogas. Então, quando havia ameaças de bomba, eu tinha muita dificuldade em esconder meus narcóticos”, revelou o cantor ao The Guardian. 


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