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Matérias / Brasil

Como se formou o ciclone Yakecan, que atinge o sul do país

A chegada do fenômeno, na última terça-feira, 17, deixou a região em estado de alerta

Redação Publicado em 18/05/2022, às 10h33

No gráfico, ciclone Yakecan atinge o Rio Grande do Sul - Divulgação / Metsul
No gráfico, ciclone Yakecan atinge o Rio Grande do Sul - Divulgação / Metsul

O ciclone Yakecan chegou ontem, 17, à região Sul do Brasil, trazendo rajadas de vento que provocaram o destelhamento de residências e a falta de energia elétrica para mais de 200 mil pessoas. Os especialistas apontam que, em algumas localidades, poderão ser registrados ventos que ultrapassem os 120 km/h.

Como surge o fenômeno?

Os ciclones são sistemas de baixa pressão atmosférica nos quais os ventos se movimentam intensamente de modo que haja convergência a partir de seu centro.

Como explicou o portal Climatempo, o ar quente e úmido se eleva na atmosfera, formando nuvens, que ocasionam as tempestades.

Conforme apontou o laboratório de meteorologia Metsul, o Yakecan foi classificado como um ciclone subtropical, uma vez que é quente em superfície e frio em altitude.

Projeção feita pelos meteorologistas

Segundo a revista Galileu, uma projeção feita por especialistas apontou que a pressão no centro de Yakecan na costa do Rio Grande do Sul iria variar entre cerca de 985 hPa e 990 hPa (unidade de medida da pressão atmosférica).

O número é considerado muito baixo e bastante incomum, uma vez que o fenômeno quase nunca é observado na região. Essa baixa pressão é motivo de alerta, já que, quanto menor ela for, mais forte será a tempestade resultante.

A projeção também apontou que o sul e o leste do Rio Grande do Sul devem ser atingidos por ventos com variações entre 80 km/h e 100 km/h. Já na região da Lagoa dos Patos e do Oceano Atlântico o fenômeno deve ser ainda mais forte, com rajadas acima de 120 km/h, força característica de um furacão, apesar do Yakecan não ser classificado como um.