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Como surgiram os Jogos Paralímpicos

Esportes para pessoas com deficiência existem há mais de um século, mas atletas só começaram a participar dos Jogos Olímpicos recentemente. Entenda!

Redação Publicado em 18/07/2021, às 08h00

O atleta Clayton Hélio da costa competindo no atletismo paraolímpico
O atleta Clayton Hélio da costa competindo no atletismo paraolímpico - Agência Brasil/ Wikimedia Commons

Os esportes para atletas com alguma deficiência existem há mais de 100 anos. Em 1888, foram criados os primeiros clubes desportivos para surdos em Berlim, Alemanha. Apenas depois da Segunda Guerra Mundial que foram amplamente introduzidos para auxiliar o grande número de soldados e civis que se lesionaram no conflito.  

Nesse mesmo período, sob a regência da Federação Mundial dos Ex-Militares, foi criado um grupo internacional de trabalho para estudar os problemas do desporto para as pessoas com deficiência.  

Em 1964, criou-se a Organização Internacional de Desporto para Deficientes (ISOD), agrupando, além dos atletas cadeirantes com lesões na coluna, deficientes visuais, amputados, paralíticos cerebrais e paraplégicos. 

Em 1976, a cidade sueca de Örnsköldsvik recebeu os primeiros Jogos Paralímpicos de Inverno. Os Jogos de Verão e Inverno são disputados a cada quatro anos. Nessa edição dos Jogos foram incluídos esportes para cegos e amputados, e, em 1980, as disciplinas para atletas com paralisia cerebral.  

Na mesma época, criaram-se outras organizações, como a Associação Internacional de Esportes e Recreação (CPISRA) para deficientes cerebrais, em 1978, e a Federação Internacional para Esportes de Cegos (IBSA), em 1980.  

Para coordenar os Jogos Paralímpicos, em 1982, fundou-se o Comitê Mundial de Coordenação Internacional de Esportes para Deficientes (ICC), formado pelos presidentes dessas organizações, também seus secretários-gerais e um membro adicional (no início era o vice-presidente, e, mais tarde, o diretor técnico).  

O Comitê Internacional de Esportes para Surdos e as Federações Esportivas Internacionais para Pessoas com Deficiência Intelectual (INAS-FID) juntaram-se ao ICC em 1986. Finalmente, em 22 de setembro de 1989, o Comitê Paralímpico Internacional (CPI) foi fundado em Dusseldorf, Alemanha, para atuar como órgão regulador global do Movimento Paralímpico.  

A partir dos Jogos de Verão de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, e de Albertville, na França (Jogos de Inverno), em 1992, graças ao acordo entre o CPI e o COI, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos são realizados nas mesmas cidades e locais nos mesmos anos, com diferença de poucos dias.  

O termo Jogos Paralímpicos foi oficialmente adotado a partir desse ano. Com sede atualmente em Bonn, Alemanha, o CPI que rege o movimento paralímpico é composto de 165 Comitês Paralímpicos Nacionais (CPN) e quatro federações desportivas internacionais que representam deficiências específicas.  

É responsável pela organização dos Jogos Paralímpicos de Verão e Inverno, servindo também como a federação internacional para nove esportes. O lema do movimento paralímpico é “Espírito em Movimento”, introduzido nos Jogos de Atenas em 2004.  

O lema anterior era “Mente, Corpo e Espírito”, de 1994. A visão do IPC é “permitir que atletas paralímpicos alcancem a excelência desportiva, inspirem e excitem o mundo”. Primeiramente usou-se a expressão “paraolímpico”, combinação das palavras “paraplégico” e “olímpico”.  

Depois, com a inclusão de atletas de outros grupos de deficiência, foi adotado o termo “paralímpico”, combinação da preposição grega παρά (“junto a” ou “ao lado de”) e “olímpico”, remetendo ao fato de a competição ser paralela aos Jogos Olímpicos, ilustrando claramente que os dois movimentos caminham lado a lado.


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