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Configuração genética da Escócia ainda é semelhante à da Idade Média

Estudo descobriu que os escoceses se mantêm dispostos nos mesmos lugares há séculos

Vinícius Buono Publicado em 12/09/2019, às 10h00

Escoceses com o tradicional kilt
Escoceses com o tradicional kilt - Reprodução

Pesquisadores escoceses descobriram que a configuração genética do país ainda é muito semelhante à da Idade Média.

De acordo com os cientistas da Universidade de Edimburgo, as pessoas se casam e se mantêm majoritariamente nos mesmos locais que seus ancestrais, preservando sua identidade genética. Isso reflete, também, os diferentes reinos que existiam no lugar antes da existência da Escócia como Estado. Acredita-se que eles tenham existido desde a queda do Império Romano, em 476, até mais ou menos o ano 1000.

Foram estudados os genes de mais de 2.500 pessoas das Ilhas Britânicas cujos ancestrais nasceram a menos de 100 quilômetros uns dos outros, sendo que por volta de 1.000 delas eram escocesas.

Os pesquisadores dizem que, além da perspectiva histórica, o estudo ajudará a entender o papel da variação genética em doenças, com diferenças no DNA que podem ou não ser determinantes no aparecimento dessas.

Eles descobriram, também, que os primeiros a migrarem para a Islândia provavelmente eram escoceses e irlandeses. Os arquipélagos das Órcades e de Shetland, localizados a nordeste da Escócia, possuem a maior concentração de DNA norueguês fora da Escandinávia e muitas das ilhas que os formam possuem sua própria identidade genética, com diferenças notáveis entre pessoas que vivem a poucos quilômetros umas das outras e sem barreiras físicas entre elas.