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Conheça 5 representações mitológicas da morte das quais você provavelmente nunca ouviu falar

As diferentes faces da morte, representadas por diversas culturas ao longo da História

Letícia Yazbek Publicado em 26/03/2019, às 15h27

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- Reprodução

Além do clássico Diabo da tradição cristã e de Hades, o deus do submundo na mitologia grega, a morte foi representada de diversas formas e por diferentes culturas ao longo da História.

Conheça 5 faces da morte das quais você provavelmente nunca havia ouvido falar:


1. Mictlantecuhtli

Também chamado de Micli - o Senhor do Reino dos Mortos, na língua asteca – é o governante de Mictlan, a camada mais profunda do submundo. Foi um dos primeiros deuses astecas, adorado em toda a Mesoamérica.

Um dos mais assombrosos deuses da cultura asteca, Mictlantecuhtli é representado por uma pessoa vestindo uma caveira de dentes salientes. Seus animais simbólicos são a aranha, a coruja e o morcego.

Segundo a mitologia, Mictlantecuhtli e sua esposa, Mictecacihuatl, foram enviados a Mictlan por Quetzalcoatl, deus da criação e da vida, para zelar pelos ossos dos mortos.


2. Supay

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Na mitologia inca, a morte e as trevas eram representadas pelo deus Supay, governante do submundo, chamado de Ukhu Pacha. Apesar disso, Supay não era necessariamente considerado um deus ruim – para os incas, o submundo era como uma ponte entre a vida e a morte.

Mesmo sendo respeitado, Supay era temido pelas pessoas, que organizavam rituais em sua homenagem para que ele não condenasse ou machucasse o povo inca. Essa tradição ainda é comum entre o povo quéchua – no festival Mamacha Candicha, por exemplo, as pessoas dançam e vestem roupas coloridas enquanto usam máscaras em homenagem a Supay.

Semelhante ao Diabo do cristianismo, Supay foi atribuído a Satã pelos cristãos que colonizaram a América do Sul.


3. Thanatos

Enquanto Hades reinava sobre os mortos no mundo inferior, Thanatos era a personificação da morte, também conhecido como o deus da morte não-violenta. Suas irmãs, as Keres, eram espíritos de matança e doença.

Thanatos era odiado pelos mortais, pois sabiam que ele chegaria, na maioria das vezes durante a velhice, sem aviso prévio. Ele era retratado como um homem barbado e de cabelos prateados, que muitas vezes carregava uma espada ou uma tocha.

Thanatos foi mencionado na Ilíada de Homero, e aparece em diversos textos da Grécia Antiga, como nas histórias de Sísifo e do rei Midas.


4. Donn

Na mitologia irlandesa, Donn é o senhor dos mortos e do isolamento. Era um mortal que morreu em uma batalha e pereceu no mar, na costa sudoeste da Irlanda, onde passou a viver como deus.

Depois de fixar residência no local, Donn passou a supervisionar a coleta das almas dos mortos. Acreditava-se que ele preparava tempestades para fazer com que os navios caíssem e atraíssem mais almas para o seu reino.

Outra lenda diz que, depois de morrer, as pessoas continuavam a vagar pela terra dos vivos como sombras até ouvirem o chamado de Donn e se unirem a ele.


5. Meng Po

Já na mitologia chinesa, Meng Po é a Senhora do Esquecimento. Ela serve ao Di Yu, o reino dos mortos. Quando uma alma está pronta para a reencarnação, é responsabilidade de Meng Po fazer com que ela esqueça sua vida anterior e o tempo que passou em Di Yu.

Para ajudar as pessoas a esquecerem, Meng Po prepara um chá especial, conhecido como Chá do Esquecimento, e oferece um copo para cada alma beber. Imediatamente, a amnésia é concedida à alma para que ela possa continuar sua jornada em uma nova encarnação na Terra.

Em alguns casos, as pessoas se recusam a beber o chá, resultando em memórias da vida passada que surgem durante a infância.