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Conheça 6 partes bizarras do corpo de figuras históricas que foram preservadas

Mussolini, Buda e Einstein tiveram partes do corpo conservadas por admiradores e até por inimigos

André Nogueira Publicado em 21/09/2019, às 08h00

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Reprodução

1. Cérebro de Albert Einstein

Pote que contém o cérebro de Einstein / Crédito: Reprodução

 

Einstein morreu em 1955 e, horas depois de sua morte, removeram seu cérebro para que cientistas americanos pudessem estudá-lo. Por Einstein ser considerado um gênio, os estudiosos queriam analisar possíveis diferenças entre um cérebro comum e o de um pesquisador brilhante.

O cérebro desapareceu logo depois do fim dos estudos e foi encontrado somente em 1978, no acervo pessoal do responsável pela remoção em 55, Dr. Tomas Stoltz Harvey. Em 2010, o órgão foi doado ao Museu Nacional de Saúde e Medicina dos EUA.

Junto ao cérebro, os olhos de Einstein também foram removidos e estão guardados em um depósito, em Nova York.

2. Cabelo de Che Guevara

Mecha de cabelo de Guevara / Crédito: Reprodução

 

O renomado revolucionário foi morto em 1967 pelo exército boliviano. Após seu assassinato, um agente da CIA conseguiu se aproximar o suficiente do corpo e cortar um pedaço do cabelo de Che Guevara.

A mecha retirada, de cerca de 8 centímetros, foi vendida num leilão como relíquia, junto à fotografia do guerrilheiro e uma cópia das impressões digitais retiradas pelo Exército americano.

As peças foram compradas pelo texano Bill Butler, que trabalhava com revenda de livros raros. Butler era um colecionador e vendedor de antiguidades, e fã de Che Guevara. Manteve a relíquia exposta em sua livraria, em Houston.

3. Dente de Buda

Dente de Buda / Crédito: Reprodução

 

O príncipe Sidarta Gautama fundou, no século 6 a.C., a religião budista, tornando-se o primeiro Buda. Quando o líder morreu, uma gigante massa de seguidores, que amavam sua figura, lamentou a perda publicamente. Seu corpo foi cremado e seus caninos foram retirados pelos seguidores.

Esta relíquia foi mantida como um item sagrado e um objeto de desejo pela multidão. Guardado nas cúpulas religiosas do budismo, os dentes foram realocados diversas vezes, devido às guerras entre estados indianos que traziam riscos à relíquia. Hoje, eles estão guardados em um templo na Sri Lanka.

4. Cérebro de Benito Mussolini

Benito Mussolini / Crédito: Wikimedia commons

 

Mussolini foi executado publicamente pelo povo italiano em 1945. A morte por fuzilamento. Seu corpo, depois de apedrejado, foi levado ao Instituto de Medicina Legal de Milão, onde se realizou uma autópsia. O governo dos EUA pediu um pedaço de seu cérebro para estudos (ou como troféu), pois as autoridades estadunidenses tinham a teoria de que Mussolini tinha uma sífilis que o levou à loucura.

O cérebro de Mussolini não tinha nenhum traço de sífilis, mas a amostra foi conservada. 21 anos depois, os americanos devolveram o cérebro para a viúva Rachele Mussolini. Não se sabe como, mas a mesma amostra apareceu em 2007 no eBay, por US $ 22.000.

5. Dedo médio de Galileu Galilei

Dedo de Galileu / Crédito: Reprodução

 

O matemático e astrônomo é um dos maiores nomes do Renascimento, famoso por suas contribuições e descobertas. Galileu foi condenado pela Igreja Católica como um herege devido às suas visões do mundo.

Passando um bom tempo em prisão domiciliar, o cientista morreu em 1642, sendo enterrado em uma sala na Basílica de Santa Croce, na Florença (Itália). Em 1737, seu corpo foi transferido para a sala principal da basílica, onde foi erguido um monumento em sua homenagem.

Durante essa transferência, um de seus dentes e três dedos da mão foram removidos do corpo, como relíquias. Seu dedo médio da mão direita andou pelo mundo até que, no século 20, foi transferido permanentemente ao Museu se História da Ciência, em Florença.

6. Partes do crânio de Abraham Lincoln

Fragmentos do crânio de Lincoln / Crédito: Reprodução

 

Abraham Lincoln, 16º presidente dos EUA, foi morto num atentado no Teatro Ford, em 1865, baleado pelo ativista do Sul John Wilkes Booth. O presidente foi rapidamente transferido a um hospital, onde tentaram salvar sua vida. Ao tentarem retirar a bala de sua cabeça, foi gerado um coágulo sanguíneo que deslocou fragmentos de seu crânio, levando-o ao óbito.

Os fragmentos desalojados foram retirados da cabeça de Lincoln e não foram enterrados justo ao corpo. Os médicos, então, preservaram os ossos e os levaram ao acervo do Museu Nacional de Saúde e Medicina, onde hoje estão expostos junto à bala que o matou.