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Conheça o mundo fantástico de Tolkien

Chega hoje aos cinemas a cinebiografia Tolkien que narra os primórdios do autor de O Hobbit e O Senhor dos Anéis

Thiago Lincolins Publicado em 23/05/2019, às 12h00

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Crédito: Reprodução

Chegou aos cinemas hoje a cinebiografia Tolkien, que retrata a vida do escritor John Ronald Reuel Tolkien, responsável pela criação de obras como O Senhor dos Anéis e O Hobbit, que mais tarde se tornariam também grandes ícones do cinema.

Com Nicholas Hoult no papel principal, o filme explora os anos de formação do autor órfão ao encontrar amizade, amor e inspiração artística, entre um grupo de colegas excluídos da escola. Isso o leva para a eclosão da Primeira Guerra Mundial, que ameaça acabar com a “irmandade”. Todas essas experiências inspirariam Tolkien a escrever seus famosos romances.

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Na vida real, Ronald Tolkien se alistou como tenente nos Fuzileiros de Lancashire e participou da Primeira Guerra Mundial, que inspirou a criação de suas primeiras obras.

Durante o conflito, ele participou da Batalha do Somme, mas acabou sendo liberado por indicação médica. Entretanto, a sua participação na guerra era só o começo de uma grande carreira.

Em setembro de 1937, o mundo conheceu o primeiro grande sucesso do escritor. Após escrever a frase “Em um buraco no chão vivia um hobbit”, Tolkien deu vida a saga do hobbit Bilbo Bolseiro, um pequeno ser com uma aparência insólita que se aventura na Terra Média, com o mago Gandalf e outros anões. O Hobbit se tornou um verdadeiro sucesso e inspirou a continuação de outros livros da saga.

No ano de 1957, Tolkien lançou O Senhor dos Anéis, que viria a se tornar um das obras mais lucrativas de todos os tempos, com impressionantes 150 milhões de cópias vendidas, e 17 prêmios do Oscar.

O livro conta a história do Lorde das Trevas Sauron, que em tempos antigos criou o anel de Sauron, o mais poderosos de todos os 20 anéis, como uma poderosa arma para governar e controlar todas as raças da Terra Média.

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O nome de Tolkien se tornou conhecido no mundo inteiro Ele chegaria a receber a Excelentíssima Ordem do Império Britânico, um dos maiores títulos de honra do Reino Unido.

Os seus livros foram traduzidos em cinquenta idiomas e venderam mais de 200 milhões de cópias. Em 2009, a Forbes listou o autor como a quinta celebridade morta que mais lucrou no ano com 50 milhões de dólares.

Conhecido como “pai da fantasia”, o artista lançou outras obras aclamadas como Mestre Gil de Ham (1949), As Aventuras de Tom Bombadil (1962), Smith of Wootton Major (1967) e Sobre Histórias de Fadas (1964).

Após a morte do autor em 1973, o seu filho, Christopher Tolkien, permitiu que o mundo conhecesse outro grande trabalho de seu pai, que havia sido rejeitado após o estrondoso sucesso de O Hobbit.

A publicação de O Silmarillion, em 1977, permitiu que os fãs pudessem explorar o universo criado por Tolkien. O seu legado vive para sempre.