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Conheça o rinoceronte gigante que habitou a Terra há 26,5 milhões de anos

Um estudo publicado na última semana sugeriu que a espécie até então desconhecida é um dos maiores mamíferos que já viveu no planeta

Isabela Barreiros, sob supervisão de Thiago Lincolins Publicado em 20/06/2021, às 08h00

Ilustração de como seria a espécie
Ilustração de como seria a espécie - Divulgação/Yu Chen

Na década de 1950, fazendeiros começaram a encontrar fósseis muito antigos na região da Bacia Linxia, que fica na fronteira nordeste do Planalto do Tibete, na Ásia Oriental. Na época, as pessoas achavam que estavam descobrindo “ossos de dragão”. 

A comunidade científica tomou conhecimento das descobertas e deu início a uma série de escavações no local, principalmente ao longo da década de 1980. Ao longo desses trabalhos, os pesquisadores identificaram inúmeros fragmentos de ossos.

Durante muito tempo, foram encontrados apenas esqueletos fragmentados, o que não possibilitava uma pesquisa mais profunda. Em 2015, porém, os paleontólogos se depararam com um crânio completo e uma mandíbula de um rinoceronte na província de Gansu. 

Além disso, as três vértebras de outro animal da mesma espécie também foram encontradas. Tudo era surpreendente: os rinocerontes pareciam ser gigantes e datavam do final do período Oligoceno. Ou seja, eles viveram entre 33,9 milhões e 23 milhões de anos atrás.

Encontrar partes analisáveis do antigo animal foi impressionante, mas analisá-lo foi ainda mais. Na última quinta-feira, 17, os pesquisadores envolvidos no estudo dos fósseis publicaram suas considerações na revista científica Communications Biology.

Os fósseis gigantes

Fragmentos dos ossos de rinoceronte encontrados / Crédito: Divulgação/Tao Deng et.al/Communications Biology

 

O cientista Deng Tao, diretor e professor do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, foi um dos principais responsáveis pela pesquisa. Ele contou detalhes da descoberta para o portal Live Science.

O especialista apontou que o rinoceronte encontrado fazia parte de uma espécie do gênero Paraceratherium que não era conhecida até então. O tamanho maior que o comum fez com que eles suspeitassem que não se tratava de um animal de uma espécie já nomeada.

Os fósseis, a consistência dos ossos e o “tamanho enorme” foram uma grande surpresa para os cientistas, possibilitando uma análise anatômica significativa, além de um estudo profundo da árvore genealógica do gênero Paraceratherium de maneira geral.

Sim, o antigo rinoceronte era enorme: o estudo sugeriu que o Paraceratherium linxiaense, um nome que homenageia o local onde ele foi descoberto, podia chegar a 8 metros de comprimento, tendo ombros de até 5 metros e pesando 24 toneladas.

Do tamanho dos elefantes africanos

Apoiado em quatro pernas, o animal poderia ter sua cabeça a uma altura de 7 metros, o que, segundo o principal autor do estudo, Tao, servia principalmente "para folhear copas das árvores". As pernas do animal também eram longas, possibilitando corridas. 

Com essas medidas, ele se tornou rapidamente um dos maiores mamíferos que já habitou o planeta Terra. Atualmente, seu tamanho seria comparável ao dos elefantes africanos. 

Outras características particulares da nova espécie também foram descritas no artigo. Os pesquisadores escreveram, por exemplo, que a cabeça do animal podia chegar a até 1,1 metro de comprimento, a partir da análise dos ossos do crânio e da mandíbula descobertos.

Eles perceberam também que o rinoceronte tinha um pescoço bastante longo, uma fossa nasal profunda, dois dentes incisivos que funcionavam como uma presa apontada para baixo, entre outras individualidades.

Por meio dessa análise, foi possível, ainda, propor uma possível aparência para o animal em questão. Os cientistas levantaram a hipótese de que a espécie de rinoceronte tinha um tronco muito parecido com o de uma anta dos dias de hoje, por exemplo.


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