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A controversa e incestuosa relação entre Elsa e Albert Einstein

Após se separar de sua primeira esposa, o renomado físico teórico começou uma união muito mais polêmica com sua prima

Fabio Previdelli Publicado em 26/04/2020, às 08h00

Foto de Albert e Elsa Einstein
Foto de Albert e Elsa Einstein - Wikimedia Commons

Elsa Einstein é frequentemente considerada a companheira de confiança de seu marido, uma mulher que sabia lidar com o brilhante físico. Ela cuidou da saúde de Albert quando ele ficou muito doente em 1917, e também o acompanhou em viagens depois que ganhou o status de celebridade.

Mas a história e a verdadeira natureza do casamento de Elsa e Albert Einstein mostram uma imagem muito mais sombria e estranha do que esse nível superficial sugere.

Elsa nasceu em 18 de janeiro de 1876 já com o sobrenome Einstein. Isso não foi um erro de registro ou algo do tipo, muito pelo contrário, o pai dela era Rudolf Einstein, primo do genitor de Albert. Mas isso fica ainda mais complicado. Sua mãe e a genetriz de seu marido também eram irmãs, então, na verdade, os dois eram primos de primeiro grau.

Elsa só mudou de nome quando se casou com seu primeiro marido, Max Lowenthal, em 1896. Os dois tiveram três filhos antes de se divorciarem, em 1908. No entanto, recuperou seu nome de solteira quando se casou com Albert.

O primeiro casamento de Einstein

Assim como a esposa, o físico também tinha um relacionamento antes dessa união. O teórico foi casado em 1903 com a matemática sérvia Mileva Maria. Embora Einstein tenha ficado inicialmente encantado e impressionado com Maria, um arquivo de quase 1.400 cartas escritas por ele evidenciou sua crueldade com a primeira esposa.

Albert Einstein com sua primeira esposa, Mileva Maric, em 1912 / Crédito: Wikimedia Commons

 

As missivas foram doadas por Margot, filha de Elsa, no início dos anos 1980. Margot faleceu em 1986 e especificou que, quando doou as cartas, elas só deveriam ser libertadas após 20 anos de sua morte.

O conteúdo desses documentos mesclava correspondências empolgadas sobre suas descobertas científicas, como em 1915, quando escreveu ao filho: "Acabei de concluir o trabalho mais esplêndido da minha vida" (provavelmente o cálculo final que comprovou sua teoria geral da relatividade), com escritos que mostravam uma pessoa mais sombria.

Em uma carta a sua primeira esposa, o físico fornece a ela uma lista meticulosa do que deveria fazer por ele e como o casamento deveria funcionar: “A: você sempre cuidará: (1) de que minhas roupas e lençóis estejam em ordem; (2) que eu receba três refeições regulares por dia no meu quarto” e “B: Você renunciará a todas as relações pessoais comigo, exceto quando forem necessárias para manter as aparências sociais”. Além disso, ele também escreveu: "Você não espera nenhum carinho de mim" e "Você deve sair do meu quarto ou estudar imediatamente sem protestar quando eu pedir”.

O começo da relação com sua prima

Enquanto isso, o teórico começou a se aproximar de Elsa por volta de 1912, quando ainda era casado com Maria. Embora os dois tivessem crescidos juntos, como os primos normalmente fazem, foi somente nessa época que desenvolveram uma correspondência romântica entre si.

Einstein se divorciou em 1919 e casou com sua prima em junho do mesmo, logo após a finalização do divórcio. Mas uma carta mostrou que a ideia não o empolgava tanto assim. "As tentativas de me forçar a casar vêm dos pais de minha prima e são principalmente atribuídas à vaidade, apesar do preconceito moral que ainda está muito vivo na geração antiga", escreveu.

Elsa e Albert em uma viagem para o Japão / Crédito: Wikimedia Commons

 

Assim como com sua primeira esposa, o encantamento de Albert com Elsa se transformou em desapego e o teórico teve casos com várias mulheres jovens: inclusive com Ethel Michanowsk, uma das amigas de sua companheira. Assim o físico lhe escreveu uma carta afirmando: "devemos fazer o que gostamos e não prejudicaremos mais ninguém".

Apesar das peculiaridades, os filhos do primeiro casamento de Elsa viram Albert como uma “figura paterna”, mas isso não impediu dele desenvolver uma paixão pela filha mais velha do cônjuge: Ilse. Em uma revelação surpreendente, o físico considerou interromper seu noivado para seguir a relação com a jovem.

Mudança para os Estados Unidos e os dias finais de sua amada

Com a ascensão do antissemitismo na Alemanha, em 1930, o físico se tornou alvo de diversos grupos de direita, o que contribuiu com que eles se mudassem para os Estados Unidos em 1933. Dois anos depois, Elsa desenvolveu problemas cardíacos e hepáticos que pioravam continuamente. Durante esse período, Albert recuou ainda mais em seu trabalho.

Elsa e Albert quando mais velhos / Crédito: Wikimedia Commons

 

Elsa Einstein morreu em 20 de dezembro de 1936, na casa dela e de Albert, em Princeton. Com a perda, o físico ficou extremamente sentido e seu amigo, Peter Bucky, relatou que foi a primeira vez que viu o gênio chorar.


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