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Crime brutal sem solução: Os assassinatos de Villisca

Em 1912, seis crianças e dois adultos foram espancados até a morte com um machado, mas os responsáveis nunca foram encontrados

Alana Sousa Publicado em 04/10/2020, às 12h00

A casa que foi palco dos homicídios
A casa que foi palco dos homicídios - Wikimedia Commons

Os corpos de seis crianças e dois adultos ensanguentados em suas camas. Essa foi a brutal cena que o xerife de Villisca encontrou ao adentrar a pequena residência de uma silenciosa rua no dia 9 de junho de 1912. O crime, mais de um século depois, permanece sem solução; o que perdura é a injustiça e a dor de uma família friamente assassinada.

Um crime brutal

Naquela noite, as irmãs Lena e Ina Stillinger após passarem o dia na Igreja, em comemoração do Dia das Crianças, foram convidadas por Katherine Moore para dormir em sua casa. Os pais, o casal Joseph e Sara Stillinger autorizaram e as garotas foram juntas para a residência.

A casa, que normalmente não era tão calma, afinal, ali morava quatro crianças, amanheceu mais quieta que o comum. A vizinha, Mary Peckham, estranhou o clima nas primeiras horas do dia e decidiu bater na porta. Sem resposta, ligou para Ross, irmão de Josiah Moore.

O primeiro instinto de Ross foi bater nas portas e janelas, gritando em desespero. Mais uma vez, ninguém respondeu. O homem então pegou suas chaves e entrou na casa do irmão, porém, a cena que encontrou lhe perturbaria até seus últimos dias.

Ao abrir a porta de um dos quartos, viu duas pessoas cobertas de sangue, então, atormentado, correu para fora e ligou para o xerife. Quando as autoridades chegaram ao local, deram de cara com um dos crimes mais brutais e misteriosos do século 20.

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Jornal relatando o caso / Crédito: Wikimedia Commons

Cada um em sua respectiva cama, os moradores da casa, assim como as jovens irmãs Stillinger estavam banhados em sangue. As vítimas foram: Josiah Moore, 43 anos, Sarah Montgomery Moore, 39, Herman Moore, 11, Katherine Moore, 9, Boyd Moore, 7 e Paul Moore, 5 — também Lena, 12 e Ina, 8.

Todos haviam sido espancados com um machado enquanto dormiam, os crânios estavam severamente amassados. A perícia do Dr. Linquist concluiu que os óbitos aconteceram logo após a meia-noite de 9 para 10 de junho.

Investigação precária

Assim que as investigações tiveram início, os detalhes daquele massacre apenas confundiriam os oficiais, que não conseguiam pistas concretas. Trancada por dentro, a casa não apresentava sinais de arrombamento, nem tão pouco janelas quebradas. Ao invés disso, os vidros estavam com as cortinas intactas, com exceção de dois, que foram cobertos com roupas da própria família.

As cabeças tinham sido envoltas com lençóis de cama, algo que nunca pôde ser explicado. Enquanto a arma utilizada, um machado, estava na cena do crime. Alguns detalhes intrigaram os detetives: uma panela com água ensanguentada no fogão, um pedaço de chaveiro na sala e uma lamparina ao pé da cama do casal.

Rapidamente a notícia do caso macabro se espalhou, os jornais estampavam na primeira página detalhes dos homicídios, todos queriam que o responsável fosse capturado. Não se sabia se uma ou mais pessoas haviam agido em conjunto nas mortes, mas a tese mais provável é da que seria pelo menos dois culpados — ao levar em consideração que foram oito vítimas na casa.

Enquanto nenhuma evidência ligava de fato a um suspeito, algumas pessoas foram convocadas para prestar depoimentos, incluindo o reverendo George Kelly, Frank F.Jones, William Mansfield e Henry Lee Moore, cujo sobrenome não era uma indicação de parentesco com a família. Desses todos, apenas Kelly foi levado a julgamento, que terminou por ser suspenso.

A casa recentemente, reformada e aberta ao público / Crédito: TripAdvidor

 

Pressionados para encontrar um responsável a qualquer custo, as autoridades acusaram novamente George, por ser um homem de fora da cidade, que supostamente teria sofrido um colapso mental quando jovem, o ministro já tinha sido flagrado espionando mulheres sem sua permissão. Porém, ele foi absolvido do caso, não tinha como provar que ele estivera de qualquer forma envolvido nas mortes. Os demais suspeitos foram liberados, ao que parecia, os detetives tinham se conformado de que esse era um caso sem solução.

Apesar do massacre nunca ter sido concluído, hoje, 108 anos depois, muito se debate sobre a falta de recursos que as autoridades enfrentaram. Sem tecnologia, bancos de dados e testes de DNA, impressões digitais não poderiam ser identificadas, assim, o assassino tinha muito mais chances de sair livre. Como assim o fez, levando a culpa para seu túmulo.


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