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Crimes do século 19: os doces envenenados de Christiana Edmunds

Com crueldade, a inglesa envenenava chocolates que seriam distribuídos

Caio Tortamano Publicado em 20/06/2020, às 10h00

Ilustração da assassina Christiana Edmunds
Ilustração da assassina Christiana Edmunds - Divulgação

Em 1870, na Inglaterra, a mulher do doutor Charles Beard, muito conhecido na cidade de Brighton, teve sintomas suspeitos após comer um delicioso creme de chocolate. Depois de ficar extremamente doente, o doutor estranhou o fato de a mulher ter se recuperado tão bem, mostrando que o mal passageiro provavelmente foi fruto de um envenenamento.

No entanto, o que a mulher do médico não fazia ideia era que Charles estava tendo um caso com uma moradora da cidade, Christiana Edmunds. Por mais que Beard gostasse de seu affair, tinha medo que o veneno tivesse sido fruto da maldade de Edmunds — que foi quem fez o chocolate.

Anjo do inferno

Filha de uma família abastada, Christiana teve uma criação privilegiada. Seu pai era um famoso arquiteto e sua mãe era filha de um capitão da marinha inglesa. A sua educação sempre foi paga com a fortuna da família, mas, nem mesmo a criação ideal da garota evitou que ela fosse diagnosticada com histeria por volta dos vinte anos de idade.

Depois da morte de seu pai, ela e a mãe se mudaram para Brighton, onde conheceu o Doutor Beard, com quem não demorou para iniciar uma relação. Charles não quis incriminar a sua amante logo de cara, mas também não tinha nenhuma prova de que Christiana teria, de fato, tentado assassinar a sua rival.

Em 1871, porém, a maldade da mulher começou a ser revelada quando passou a adquirir o creme de chocolate de um confeiteiro local. Depois de comprado, a mulher colocava veneno nos doces e devolvia para o confeiteiro, que nunca entendia o motivo da mulher comprar e devolver sempre o produto. Para não perder dinheiro, o homem continuava colocando o creme à venda, sem saber que eles haviam sido envenenados.

Maldade

O elemento utilizado por Christiana envenenar o chocolate era estricnina, um poderoso pesticida, utilizado para matar ratos. O fornecedor era o químico local Isaac Garrett, que vendia para a mulher. Ela afirmava que pretendia se livrar de gatos que a perturbavam. Para não atrair atenção para si nas próximas compras, Edmunds passou a pagar para garotos pobres comprarem o produto.

Em seguida, inúmeras pessoas foram atingidas pelos chocolates comprados na fatídica confeitaria em Brighton, mas ninguém associou a indisposição aos doces que eram consumidos. Isso inclusive após a morte de uma garota de 4 anos de idade, Sidney Albert Baker.

Investigação

Quanto mais o tempo passava, inúmeras pessoas eram afetadas pelo doce macabro. No entanto, foi só quando cidadãos influentes começaram a ter contato com a iguaria envenenada, que a polícia conseguiu relacionar os episódios. À essa altura, a própria Christiana havia se enviado o chocolate como forma de criar um falso álibi.

Mas para o seu azar, foi neste momento que o antigo amante de Edmunds entrou em jogo. Declarando a suspeita que tinha sobre a mulher, os policiais prenderam a envenenadora acusando-a de matar a garota de 4 anos e ter tentado assassinar a esposa do médico — isso sem contar as demais mortes nunca confirmadas.

A mãe da moça depôs no julgamento, alertando para o fato de que em ambos os lados da família de Christiana haviam pessoas com distúrbios mentais. Durante os julgamentos foi descoberto, inclusive, que os amantes nunca sequer haviam feito sexo. Haviam somente flertado através de cartas com segundas intenções, mas nada além disso.

A condenação de Christiana Edmunds foi pena de morte, sendo sentenciada imediatamente. Entretanto, devido ao seu estado de saúde mental, foi aconselhado que ela fosse somente presa de maneira perpétua sem possibilidade de fiança. Aprisionada no Hospital Broadmoor, faleceu aos 79 anos de idade em 1907.


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