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Crocodilos enormes e feras aquáticas: conheça o lugar mais perigoso que já existiu na Terra

O Saara há 100 milhões de anos teria sido o habitat dos maiores predadores do mundo, segundo estudo

Giovanna de Matteo Publicado em 16/09/2020, às 13h08

Ilustração do Carcharodontosaurus e do crocodilo Elosuchus perseguindo o Saara
Ilustração do Carcharodontosaurus e do crocodilo Elosuchus perseguindo o Saara - Divulgação / Davide Bonadonna/CNET

Um grupo de paleontólogos divulgou uma pesquisa no qual afirma ter descoberto a época e o lugar mais perigoso do planeta Terra. De acordo com a CNET, o Dr. Nizar Ibrahim, da University of Detroit Mercy, conduziu o estudo responsável por revelar que o Saara, há 100 milhões de anos atrás, teria sido o habitat principal de terríveis predadores.

O local abrigava répteis assustadores que voavam pelos céus e animais enormes como crocodilos que rondavam na região há milhões de anos. "Um viajante do tempo humano não duraria muito” na área, explicou Ibrahim.

Publicado no ZooKeys , a equipe de pesquisadores disse que foi “o trabalho mais abrangente sobre vertebrados fósseis do Saara em quase um século”. Esta é a primeira pesquisa considerável que estudou os fósseis de vertebrados no Saara, desde 1936. A pesquisa contou com inúmeros registros fósseis de museus do mundo todo e notas históricas de expedições ao redor da Formação Kem Kem da África.

Localização da Formação Kem Kem da África / Wikimedia Commons

 

A Formação Kem Kem, de acordo com a IFL Science, é uma variedade de composições geológicas do período Cretáceo, localizado no Sudeste do Marrocos. Os resultados extraídos a partir dela foram descritos pela Universidade de Portsmouth como "o primeiro relato detalhado e totalmente ilustrado de uma escarpa rica em fósseis".

A Kem Kem detém de uma quantidade abundantemente alta de fósseis de grandes predadores e carnívoros, como grandes dinossauros, pterossauros, enormes crocodilos e feras aquáticas. Além disso, o local revela uma simulação mais clara da biodiversidade da África do que qualquer outra região do continente.

“Este lugar estava cheio de peixes absolutamente enormes, incluindo celacantos gigantes e peixes pulmonados”, explicou o professor David Martill, da Universidade de Portsmouth.