Matérias » Crimes

Curandeiro é suspeito de matar família de cinco pessoas em Fiji

Corpos foram encontrados lado a lado em penhasco na Ilha. Família tinha relações com o curandeiro local

Joseane Pereira Publicado em 20/09/2019, às 07h00

Vila de Navala, Fiji
Vila de Navala, Fiji - Reprodução

Investigações em andamento pretendem desvendar a misteriosa morte de uma família em Fiji, arquipélago localizado na Oceania. De acordo com uma testemunha ocular, quatro membros da família teriam sido dispostos de forma padronizada em um penhasco, e muitos suspeitam que as mortes estejam relacionadas a atividades místicas.

Os corpos foram encontrados por um grupo de moradores das Terras Altas de Nausori, nas Ilhas Fiji. Apenas um membro da família sobreviveu: uma garota de um ano, encontrada deitada no peito do avô falecido.

Entre os mortos estavam Nirmal Kumar, 63 anos, sua esposa Usha Devi, 54, sua filha Nileshni Kajal, 34, e as filhas de Kajal, Sana, 11 anos, e Samara, oito anos. Com investigação aberta desde agosto, a polícia agora suspeita de Muhammad Raheesh Isoof, motorista de ônibus e curandeiro local, com quem a família mantinha contato.

Kajal, Sana e Samara / Crédito: Reprodução

 

Isoof, conhecido como Kamal entre os membros da comunidade, teria habilidades especiais como curandeiro. Segundo relatos, a família procurou os serviços de Kamal pelo menos três vezes, realizando rituais de cura na praia e outros ambientes.

"Ele orava por eles e lhes dava remédios fitoterápicos ou algo para beber", afirmou uma fonte anônima ao jornal Stuff NZ, da Nova Zelândia. Isoof também tinha capacidade de resolver problemas utilizando orações. “Dores de cabeça, feridas na perna, qualquer tipo de dor - ele tinha esse poder especial para consertá-las, orando pelas pessoas”, disse a fonte, alegando que ele era um bom homem e que a comunidade estava em choque.

Local onde os corpos foram encontrados / Crédito: Reprodução

 

Como os vizinhos afirmaram não terem visto a família desde o sábado anterior à descoberta de seus corpos, é provável que a criança tenha conseguido sobreviver por pelo menos 36 horas sozinha. Após a acusação, Isoof e sua esposa foram parados no Aeroporto Internacional de Nadi enquanto estavam voltando para a Nova Zelândia. Eles continuarão em Fiji até que a polícia encerre as investigações.