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O último imperador do Brasil: 5 fatos sobre os melancólicos dias finais de D. Pedro II

Após sofrer um golpe de Estado, o regente foi exilado na França, onde ficou até os seus últimos dias de vida

Fabio Previdelli Publicado em 07/10/2020, às 11h41 - Atualizado em 10/08/2021, às 15h41

Pintura de D. Pedro II feita por MJ Ferdinando Krumhols
Pintura de D. Pedro II feita por MJ Ferdinando Krumhols - Museu Imperial de Petrópolis / Domínio Público, via Wikimedia Commons

Ao todo, Dom Pedro II ficou 49 anos governando o Brasil, sendo amplamente conhecido como “o Magnânimo”. Considerado uma das figuras históricas mais importantes do país, o regente ficou marcado, ainda, pelas suas ações políticas, que resultaram na expansão territorial e diplomática do território nacional.

Contudo, no dia 14 de novembro de 1889, o último imperador sofreu um golpe de Estado que, pouco tempo depois, resultou na Proclamação da República. A partir disso, ele foi exilado na França, onde permaneceu até os seus últimos dias de vida.

Pensando nisso, o site Aventuras na História selecionou 5 curiosidades sobre os momentos finais de Dom Pedro II.

Confira abaixo.

1. Vida solitária

Ao contrario do que estava habituado em terras tupiniquins, seus últimos dias na Europa foram bem mais solitários e melancólicos. Dom Pedro II passou a viver em hotéis modestos com quase nenhum recurso.

O Imperador Magnânimo, Pedro II / Crédito: Biblioteca do Congresso, via Wikimedia Commons

 

Para se ter uma ideia do estado frágil em que o ex-monarca vivia, Manuel Joaquim Alves Machado, mais conhecido como Conde de Alves Machado, um de seus grandes amigos, ajudava constantemente com assuntos financeiros. Pedro II também municiava seu diário com pensamentos e sonhos em que eram permitidos voltar ao Brasil.


2. O passeio fatal

Nesse período de seu exílio, Dom Pedro II já carregava consigo alguns problemas de saúde. Mas aquele que seria fatal foi contraído durante um simples passeio de carruagem. Na ocasião, passeava sem nenhuma proteção pelas margens do rio Sena, apesar da temperatura extremamente baixa naquele dia.

Quando retornou ao hotel Bedford, à noite, já sentia os primeiros sintomas de um resfriado. A enfermidade evoluiu nos dias seguintes e logo se transformou em uma forte pneumonia. Seu estado de saúde decaiu rapidamente e no dia 5 de dezembro de 1891, às 00h35 da manhã, Dom Pedro II faleceu.


3. Cerimônia discreta e íntima?

Princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, desejava que a cerimônia de enterro de seu pai fosse algo mais discreto e intimista. No entanto, acabou acatando o pedido do governo francês para a realização de um funeral oficial.

D. Pedro II em fotografia de Joaquim Insley Pacheco / Crédito: Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Assim, no dia seguinte, centenas de dezenas de pessoas comparecerem a cerimônia que ocorreu na Igreja de la Madeleine. Além dos familiares de Dom Pedro II, o ato solene também contou com a presença de diplomatas franceses e diversos outros membros da realeza europeia.

Em seguida, o caixão foi levado em cortejo até a estação de trem mais próxima e o corpo do monarca partiu de trem até Portugal, onde desembarcou na Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa, e foi depositado no Panteão dos Braganças, em 12 de dezembro.


4. Repercussão no Brasil

Apesar do grande evento que aconteceu no Velho Continente, que contou com a participação de mais de 300 mil pessoas, os membros do governo republicano brasileiro se negaram a prestar qualquer manifestação oficial, já que estavam temerosos da repercussão que tivera a morte do imperador.

Porém, o povo brasileiro foi na contramão disso e não se demonstrou indiferente ao óbito de Pedro II. O país todo viu diversas manifestações de pesar, como comércios fechados, toques de finados, bandeiras a meio pau, tarjas pretas em roupas, entre outras coisas. Além disso, também foram celebradas missas solenes por todo o território brasileiro, que eram seguidas de pronunciamentos fúnebres que enalteciam a figura de Dom Pedro II e do regime monarquista.


5. Peculiaridades do enterro

Enquanto o corpo de Dom Pedro II era preparado para o enterro, um pacote lacrado foi encontrado no quarto do monarca. Nele, havia uma mensagem peculiar escrita pelo próprio imperador: "É terra de meu país; desejo que seja posta no meu caixão, se eu morrer fora de minha pátria". A urna continha terra de todas as províncias brasileiras e foi colocada junto a seu caixão.

Dom Pedro II aos 49 anos, 1875 / Crédito: Delfim da Câmara / Domínio Público, via Wikimedia Commons

 

Outro item curioso que foi sepultado junto de Dom Pedro II foi um livro, que estava embaixo do travesseiro que repousava a cabeça do Imperador. Aquele item simbolizava que ele levaria todo o conhecimento adquirido em vida mesmo após a morte.


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