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Da múmia da Dama Jovem a Barca de Quéops: outras 5 descobertas fascinantes do Egito Antigo

A civilização que percorreu as margens do Nilo na antiguidade representa uma das mais fascinantes e curiosas sociedades da história

Giovanna de Matteo Publicado em 18/10/2020, às 08h00

À esquerda a tumba do faraó Psusenes I; À direita, a múmia da Dama Jovem
À esquerda a tumba do faraó Psusenes I; À direita, a múmia da Dama Jovem - Colagem / Aventuras na História

Os vestígios do Egito Antigo são explorados até hoje por estudiosos, e por turistas são apreciados os seus enormes feitos. Achados arqueológicos em pirâmides, templos sagrados, e até mesmo em meio ao deserto, como tumbas, múmias, artefatos e muito outros, são descobertos constantemente e ajudam a revelar os mistérios, costumes, e a história que marcou essa sociedade antiga.

No começo do mês, o site Aventuras na História separou cinco grandes descobertas sobre a antiga civilização. Pensando nisso, separamos outras grandes evidências históricas impressionantes desse período. Confira abaixo!

1. Barca funerária de Quéops

Navio mortuário de Quéops - Getty Images

 

barca funerária de Quéops tem 43,6 metros de comprimento e 5,9 metros de largura. Foi produzida com tábuas de cedro-do-líbano e espigas de Paliurus spina-christi. Depois de redescoberto, o barco teve que ser reconstruído, uma vez que havia quebrado ao ser inserido na cova do Faraó.

Pesquisadores acreditam que a estrutura tenha sido construída como uma barca solar, lugar onde o deus sol Rá junto do Faraó — no caso, Queóps, segundo faraó da quarta dinastia egípcia do Império Antigo do Egito — caminhariam até o céu.

Outros dizem que o Faraó teria usado a barca como meio de transporte durante peregrinações e visitas a locais sagrados. No entanto, ninguém sabe ao certo o motivo da construção.

2. Pedra de Roseta

A Pedra de Roseta / Crédito: Wikimedia Commons 

 

A Pedra de Roseta é conhecida como "a pedra mais famosa do mundo". Consiste em um fragmento de uma estela de granodiorito do período Ptolemaico. Ela apresenta textos em três versões com três escritas diferentes.

Sua descoberta foi crucial para a compreensão dos hieróglifos egípcios, dela veio um novo estudo: a egiptologia. Após muitas análises, sua inscrição foi revelada. Nela consta um decreto de um conselho de sacerdotes que estabelece culto ao faraó Ptolemeu V, redigido no primeiro aniversário de sua coroação e promulgado na cidade de Mênfis.

3. A tumba de Psusennes I

Psusenes I, o Faraó - Wikimedia Commons

 

No ano de 1940, em meio à segunda guerra mundial, o arqueólogo francês Pierre Montet em expedição na cidade de Tanis, Egito, fez uma das maiores descobertas faraônicas da história.

A tumba do faraó Psusenes I, que também ficou conhecido como o Faraó de Prata, é um dos mais importantes túmulos egípcios já revelados. Ele apresentou uma enorme riqueza e artefatos luxuosos.

Psusenes I foi o terceiro faraó da 21ª dinastia do Egito Antigo e seu reinado foi marcado por instabilidade. Seu túmulo é inteiramente de prata, e isso deu um valor a mais à sua narrativa.

Na época, os egípcios consideravam o ouro como a carne dos deuses e a prata seus ossos. O primeiro material era facilmente encontrado na região, já a prata era conseguida apenas por exportação o que a tornava um item muito mais raro e valioso.

4. Múmia da dama jovem

A múmia Dama Jovem - Wikimedia Commons

 

Em março de 1898, o egiptólogo francês Victor Loret fez uma descoberta relevante para a arqueologia. No Vale dos Reis, encontrou um túmulo onde estavam às múmias dos faraós Amenófis II, Tutemés IV, Ramsés IV, V e VI, entre outros.

No entanto, uma múmia em especial intrigou os exploradores, e até hoje sua identidade é incerta. Ela foi apelidada de Dama Jovem e tem 1,58 m de altura; Provavelmente tinha pouco mais de 25 anos quando morreu, e foi encontrada com vários ferimentos.

O egiptólogo Grafton Elliot Smith realizou no início do século 20 uma análise sobre a múmia, onde pela primeira vez surgiu a hipótese de que ela fazia parte da família real egípcia. Até hoje, existe um grande debate sobre sua verdadeira identidade.

5. Obelisco Inacabado de Aswan

Obelisco inacabado, do Egito Antigo - Wikimedia Commons

 

A criação do obelisco foi ordenada pelo quinto faraó da Dinastia do Egito, Hatshepsut (morto em 1458 aC). A sua origem ainda não é concreta, mas a hipótese mais aceitável é a de que o obelisco começou a ser construído para complementar o Obelisco Lateranense — originalmente construído em Karnak e posteriormente enviado ao Palácio Lateranense, em Roma. 

Ele está localizado na região norte das pedreiras do Egito Antigo, em Aswan, e é o maior obelisco inacabado — conhecido até então — e até hoje intriga estudiosos por ser um terço maior do que outros obeliscos egípcios antigos já encontrados.

Do ponto de vista arqueológico, este monumento é importante para descoberta das antigas técnicas egípcias onde se utilizava pedras, até hoje um grande mistério para arqueólogos.


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