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De cadáveres a ataque cardíaco: 5 curiosidades sobre os trágicos bastidores de Apocalypse Now

Reproduzindo a Guerra do Vietnã, a equipe passou por um verdadeiro inferno durante as gravações

Caio Tortamano Publicado em 23/08/2020, às 09h00

Cena do filme Apocalypse Now (1979)
Cena do filme Apocalypse Now (1979) - Divulgação - Zoetrope Studios

Um dos preferidos para os amantes de obras sobre Guerras, Apocalypse Now é um dos filmes mais marcantes a respeito da Guerra do Vietnã. Todavia, muitos não imaginam que a produção teve diversos problemas e atrasos, tendo os bastidores das filmagens se tornando tão lendárias quanto o filme.

Conheça cinco curiosidades sobre os bastidores da obra.

1. Dependência da paz

O nada democrático arquipélago das Filipinas seria o cenário utilizado pelo diretor Francis Ford Coppola no longa sobre a guerra do Vietnã, Apocalypse Now. O ditador do país, Ferdinando Marcos, concedeu a ilha como set em troca de uma generosa quantia de dinheiro. Além disso, colocou equipamentos do exército, como veículos e armas, à disposição das filmagens. 

Coppola em reunião com Ferdinando Marcos / Crédito: Domínio Público

 

Porém, toda vez que as frotas filipinas se preparavam para combater as guerrilhas rebeldes do país, era necessário que esses veículos e armas fossem utilizados pelos combatentes. Isso causava alguns erros de continuidade para as cenas do longa, já que muitos dos veículos não sequer voltavam, ou estavam danificados, ou os figurantes (militares de verdade das Filipinas) morreram no processo.

2. Improviso

Os cenários foram bem elaborados pela produção, mas algo importante faltava para o elenco: falas substanciais. Coppola não se preocupou tanto com as frases, e sim com ambientação.

Foto tirada no set do filme, nas Filipinas / Crédito: Getty Images

 

Diante disso, muitas cenas do filme foram improvisadas. Aliás, os desastres envolvendo o filme foram tantos que nem mesmo o final conseguiu ser gravado. Assim, tiveram que improvisar um desfecho para a trama.

3. Marlon Brando

O responsável por viver o Coronel Walter E. Kurtz foi, por si só, um fator trágico para os bastidores do filme. Chegando ao país sem ter sequer encostado no roteiro, Marlon Brando muito se distanciava do que os produtores imaginavam para o personagem. Todavia, precisavam do astro pelos investidores. Eles também enxergam no artista uma oportunidade de reescrever o final do filme. 

Todavia, Brando se recusava a interagir com Dennis Hopper, um dos atores que, apesar de não interagir muito com Marlon, era essencial que contracenassem. Depois se recusar a gravar, acabou cedendo depois após se deparar com roteiro. Chegou a raspar a cabeça para mergulhar de cabeça no personagem.

4. Ataque cardíaco

Um dos fatos mais trágicos sobre o filme, é que o ator que interpreta o Capitão Willard sofreu um ataque cardíaco durante as gravações. Em 1977, Martin Sheen acordou sentindo uma dor aguda no peito. 

Sem saber o que fazer, levantou e começou a andar com muita dificuldade para encontrar alguém que pudesse prestar socorro, praticamente se rastejando. Depois de 400 metros de muito sofrimento, encontrou uma equipe médica da produção que começou a tratá-lo ali mesmo. Ao saber da notícia, o diretor Coppola teve um ataque epilético.

5. Figurantes mórbidos

Com todas as óbvias adversidades, as filmagens foram adiadas diversas vezes, e obstáculos ganhavam vida com o tempo. Certo dia, por exemplo, um cheiro forte de necrose dominou o set, vindo de uma pilha de cadáveres que estavam sendo guardados para uma das cenas.

Mirando um "tom realista" o designer conseguiu os restos humanos com um sujeito que garantia trabalhar num necrotério, todavia, era uma farsa. Eles haviam sido roubados de um cemitério.

Uma das cenas gravadas durante a produção do longa / Crédito: Getty Images

 

Para Coppola, a chegada de policiais ao cenário pareceu uma brincadeira. Isso abalou os produtores e o filme teve de ser adiado mais uma vez, para que os funcionários pudessem ser interrogados.


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