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De Maria Antonieta a Ana Bolena: as 9 rainhas mais escandalosas da história

De adultério, golpe político e até mesmo extravagâncias: algumas monarcas tiveram governos conturbados

André Nogueira e Wallacy Ferrari Publicado em 28/06/2020, às 08h00

Cena do filme Maria Antonieta (2006)
Cena do filme Maria Antonieta (2006) - Divulgação/Columbia Pictures

1. Maria Antonieta, inimiga do povo

Rainha da França no último governo absoluto dos Bourbon, Antonieta tinha grande fama por sua ostentação e seu apreço pelos objetos de alto valor, opulência e o glamour. Isso gerou grande ódio popular contra a monarca, o que acelerou o processo que levou a sua decapitação em 1793.

Um evento famoso que gerou grande polêmica foi o Caso do Colar de Diamantes. Em 1785, uma jovem condessa entrou na corte de Versalhes fingindo ser amiga íntima da rainha. Lá, ela convenceu um rapaz da Alta Sociedade de que Antonieta estava apaixonada por ele e que ela queria um gigante colar, fazendo uma prostituta se passar pela rainha.

O valor absurdo da joia nunca foi pago, ainda mais pensando que esta era uma época de miséria em que joalheiros não tinham nenhum mercado consumidor. Porém, Antonieta, que não sabia da conspiração, sofreu com o revés social. Mesmo inocentada no tribunal, a opinião púbica se virava contra Antonieta, que foi desprezada pelo povo até o fim da vida.

2. Irene de Atenas, imperatriz sem escrúpulos

Retrato de Irene de Atenas / Crédito: Getty Images

 

Irene foi imperatriz dos bizantinos entre 780 e 802. No entanto, ela só assumiu o trono do Império Romano do Oriente por conta de um ardil golpe contra o próprio filho Constantino VI. Num primeiro momento, a queda do jovem tinha pouco fundamento político, e eventualmente Irene e Constantino governaram juntos.

Todavia, a mãe não queria dividir trono nenhum e aproveitou uma virada na opinião pública do filho, que se divorciara para se casar com uma amante. Era a oportunidade perfeita para tomar todo o poder.

Num novo golpe, ela prendeu todos os apoiadores do imperador e arrancou seus olhos, os perfurando. Pesquisadores ainda tentam confirmar se Constantino morreu na hora ou se passou a viver com a nova esposa no exílio.

3. Margarida de Valois, pioneira da oposição

Retrato de Margarida de Valois / Crédito: Getty Images

 

Não tão conhecida, a rainha da França e de Navarra do século 16, tinha um relacionamento bastante conturbado com a família e com a corte, se tornando uma pessoa com a cabeça bastante distinta do resto da monarquia. Além disso, ela nunca conseguiu fornecer um herdeiro para o esposo.

Isso enfurecia o rei da França, Henrique IV, que a mandou morar com o irmão, onde começou a ter sua imagem destruída: criou-se o boato de que ela teria engravidado de um amante, o que enfureceu o marido.

Depois de um tempo (em que já tinha completa certeza de que não havia como seu relacionamento com o marido ser feliz), ela convenceu Henrique a acabar com o seu exílio.

Retornando à França, fez algo sem precedentes: abandonou o esposo e a família, fugiu para uma área isolada e apelou à Liga Católica para se tornar líder política independente do marido, que era protestante. Assim, passou a fazer grande oposição ao rei da França.

4. Catherine Howard, executada por adultério

Retrato de Catherine Howard / Crédito: Getty Images

 

Uma das rainhas menos vindouras da Inglaterra, Catherine era a quinta esposa de Henrique VIII, se casando ainda adolescente. Inicialmente feliz, por conta de uma profunda paixão, a ilusão do rei da Inglaterra mudou quando descobriu que a nova esposa tinha relacionamentos extraconjugais com três homens: Thomas Culpepper, Henry Mannock e Francis Dereham.

Em tortura, dois deles admitiram terem se relacionado com Catherine, que negava qualquer traição. Porém, ambos foram condenados ao enforcamento seguido de esquartejamento. Presa na Torre de Londres, Catherine foi declarada culpada e decapitada em 1542.

5. Caroline Matilda e o amante mandavam como déspotas

Retrato de Caroline Matilda / Crédito: Getty Images

 

A rainha Caroline da Dinamarca tem uma das histórias mais polêmicas de sua época. Ela e seu amante Johann Friedrich Struensee mandavam e desmandavam na corte do rei Christian VII, que era tido como mentalmente instável, sofrendo de paranoias e acessos de raiva.

Com o tempo, a rainha convenceu o rei a conceder poderes a Struensee, que era médico dele e secretamente amante dela. Com opiniões políticas parecidas, os dois passaram a governar com mão de ferro a Dinamarca por, pelo menos, 10 meses.

Porém, inimigos de Christian que apelavam contra o governo da rainha e do médico alemão o convenceram que Caroline e Johann tinham planos para mata-lo. Então, num contragolpe, o monarca dinamarquês mandou matar o amante e exilar a esposa.

6. Maria, rainha da Escócia, orquestrou o assassinato de seu segundo marido, Lorde Darnley

Retrato de Maria da Escócia / Crédito: Getty Images

 

Apesar da briga com a rainha Elizabeth I, sua prima, sua polêmica mais notável é a crença de que Maria teria ordenado a morte de Henry Stewart, conhecido como Lorde Darnley, também seu primo. A residência de Henry foi destruída em uma explosão, arremessando o Lorde no jardim.

O principal acusado da morte, Jaime Hepburn, 4º Corde de Bothwell, foi absolvido das acusações dois meses após o ocorrido e casou-se com Maria no terceiro mês. O casal sofreu diversas represálias e se aprisionou no Castelo de Lochleven.

7. Catarina, a Grande, articulou um golpe para tirar o marido do poder.

Retrato de Catarina / Crédito: Getty Images

 

Apesar de não ser russa e nem se chamar Catarina, a rainha é lembrada como uma das maiores líderes da história da Rússia, porém, chegou ao poder com alguns obstáculos. Quando sua sobre morreu, em 1762, o marido Peter se tornou imperador.

Porém, a rejeição do marido cresceu significativamente quando terminou a guerra apoiando a Prússia e manifestando desgosto pela Rússia. Com o descontentamento da população, fez  planos para derrubar o marido o mais rápido possível e usar a popularidade desse feito para ter liderança.

Não há evidências históricas de que a própria Catarina pediu a cabeça do marido, que foi assassinado, porém, reconheceu que a opinião publica foi a responsável pelo feito e que a morte foi cometida “por seus apoiadores”.

8. Isabella da França derrubou o marido com ajuda do namorado

Retrato de Isabella da França / Crédito: Getty Images

 

Entre 1308 a 1327, Isabella governou a Inglaterra, inicialmente com seu marido, rei Edward II, e posteriormente com seu amante. Seu marido foi deixando-a de lado ao longo do relacionamento, visto que o mesmo foi se apaixonando por vários homens.

Um homem em específico era o mais odiado amante de seu marido: Hugh Despencer. Quando Isabella viajou à França, decidiu negociar a situação com o marido: “Livre-se de Hugh ou ficarei na França”. O marido preferiu o homem.

Isabella então iniciou um relacionamento com Roger Mortimer e, junto a ele, inventaram uma conspiração para derrubar Edward, que conseguiu o fazer abdicar do relacionamento e, consequentemente, do título de rei.

9. Ana Bolena apaixonou o rei Henrique VII a ponto de mudar sua fé

Retrato de Ana Bolena / Crédito: Wikimedia Commons

 

O amor de Henrique e Bolena é a razão pela qual a Igreja Anglicana existe: no catolicismo, o divórcio era estritamente proibido, porém, quando perdeu seu apreço pela esposa Catherine e caiu nos encantos de Bolena, tinha que fazer algo para justificar o fim de seu casamento.

Assim que a Igreja da Inglaterra foi instaurada, Henrique foi capaz de se separar e casar-se com Ana Bolena, em 1533, governando o país juntos até 1536, quando ordenou Bolena a pena de morte sob acusações de infidelidade e incesto.


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Catarina, a grande, de Robert K. Massie (2012) - https://amzn.to/2uZ981g

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