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De relacionamentos frustrados a fúria de Sinatra: a desastrosa vida íntima de Ava Gardner

De acordo com biografia, a artista tinha problemas sérios em suas relações, principalmente com seu grande amor, Frank Sinatra

Paola Churchill Publicado em 28/03/2020, às 08h00

A atriz Ava Gardner é considera uma das mais importantes do cinema americano
A atriz Ava Gardner é considera uma das mais importantes do cinema americano - Wikimedia Commons

Com olhos verdes de gato, cabelos castanhos volumosos e um rosto que parecia esculpido, Ava Gardner encantou toda a Hollywood. 

Nascida em 24 de dezembro de 1922 nos campos da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, Ava é filha de um casal de pobres fazendeiros. O talento da jovem poderia ter passado despercebido, mas, foi uma foto exposta sem grandes pretensões em uma vitrine de um fotógrafo, que chamou a atenção de um caça talentos dos Estúdios MGM.

Ava Gardner e Frank Sinatra no dia do casamento, em 1957/ Divulgação 

 

No começo, era conhecida por seus atributos físicos, que eram muito trabalhados em frente às telas. E foi só em 1946, quando estrelou Os Assassinos (The Killers) adaptação do conto de Ernest Hemingway, que as coisas começaram a mudar.

A atriz fez ainda mais sucesso em O barco das Ilusões (Show Boat), em 1951. Em Mogambo, contracenou com Clarke Gable e Grace Kelly. A atuação lhe rendeu uma indicação ao Oscar daquele ano. Depois disso, Ava já era considerada uma das maiores intérpretes de sua geração.

A vida amorosa

A estrela parecia ter uma grande sorte na vida profissional, mas em seus relacionamentos amorosos não poderia se dizer o mesmo. Assim que chegou a Los Angeles, se apaixonou pela antiga estrela mirim Mickey Rooney e logo se casaram. Rooney, por sua vez, parecia esquecer que era casado, e tinha diversos casos com outras mulheres. Ava não suportou por muito tempo e depois de um ano, pediu o divórcio do ator.

Ava em um ensaio fotográfico/ Wikimedia Commons

 

Tempos depois, conheceu o então o músico de Jazz Artie Shaw, que acreditava ser o amor de sua vida. O artista era culto e podia falar de qualquer coisa com profundo conhecimento, Ava era encantada pela característica. No entanto, o marido queria transformá-la numa erudita. Se ela não acompanhasse seus assuntos, ele a humilhava em frente seus amigos. Assim, a relação teve fim um ano depois também.

Em 1946, estava enfim solteira, porém nunca sozinha. Foi nesse momento de sua vida que conheceu o seu grande amor: Frank Sinatra.

Ava e Sinatra

Gardner escreveu uma biografia junto ao repórter Peter Evans sobre sua vida. Em Ava Gardner: The Secrets Conversations, a diva não esconde nada do jornalista, mas o que ela mais falava era sua relação com o cantor nova-iorquino Frank Sinatra. 

Sinatra era casado com Nancy Barbato, mãe de seus três filhos. Ava estava tendo um relacionamento com o aviador Howard Hughes, mas quando os dois se conheceram os parceiros foram esquecidos: ambos se apaixonaram perdidamente um pelo outro.

O que começou com uma aventura extraconjugal acabou tornando-se algo público que as revistas de fofoca da época adoravam estampar nas manchetes. Além disso, não tinham um momento de paz pois estavam sempre juntos.

A esposa de Sinatra não se importava com o caso, pois sabia que ele sempre voltaria para ela. Mas, quando seu marido pediu o divórcio no dia dos namorados de 1950, a mulher ficou sem chão. Não demorou para que Ava fosse considerada pelo público como a “destruidora de lares”.

No momento, os dois estariam livres para viver o romance, apesar das ameaças que Gadner recebia de fãs enfurecidos. Mas eles não se importavam, tinham um ao outro e era isso que valia. Assim, em 1957, foi então oficializada a união em uma cerimônia simples na Pensilvânia.

Fogo e gasolina

Sinatra sempre dizia que a única coisa que importava era sua música, mas quando encontrou a atriz, ela era a única coisa em sua vida que precisava. Parecia ser o começo de um conto de fadas, mas logo, as coisas começaram a piorar.

De acordo com a biografia, o cantor estava falido após o divórcio e era a estrela hollywoodiana que o ajudava com contas, deixando o homem extremamente descontente com a situação. Os dois bebiam muito e acabavam tendo brigas homéricas dentro do lar.

O ciúme excessivo da parte dele, só botava mais lenha na fogueira, e suas noites de badalação deixavam a atriz furiosa, que reclamava dos episódios. Assim, se o marido saia para uma festa, ela saia também. Se ele a traísse, ela também encontrava outro alguém para satisfazê-la e trazer a fúria de cônjuge à tona.

Após três tentativas de suicídio de Frank e dois abortos de Ava – que afirmava não querer trazer uma criança para um lar tão selvagem – acabaram com mais um divórcio, e a atriz fugiu para a Europa.

A mulher afirma sentir muitas saudades e disse manter uma boa relação de amizade. Releva que os dois eram perfeitos um para o outro, contudo, não era o momento certo para ficarem juntos. “Independentemente do que eu fizesse, o fato dele depender de uma mulher para lhe pagar algumas contas – a maior parte delas, na verdade – tornava tudo muito pior”.

Final da vida

Garder bem no final de sua vida, não teria uma boa situação financeira. Sofreu um derrame que deixou seu corpo parcialmente paralisado, a impedindo de atuar. Foi por essa razão que decidiu contar a vida ao repórter. “Ou escrevo o livro ou vendo as jóias. E sou um bocado sentimental em relação às minhas jóias”.

Uma semana antes de sua morte, a mulher sofreu uma queda e ficou sozinha, sendo incapaz de se mover até sua governanta chegar. Suas últimas palavras à empregada foram “Eu estou tão cansada”. Ava morreu aos 67 anos, devido a uma pneumonia. Assim que o ex-marido soube da notícia, chorou por muitas horas por não estar naquele momento com sua amada.


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