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Depressão, aflições e traições: os transtornados momentos finais de Vivien Leigh

Conhecida por dar vida a protagonista do aclamado filme E o Vento Levou, sua carreira era aclamada; o mesmo não se podia dizer sobre sua vida pessoal

Paola Churchill Publicado em 30/05/2020, às 09h00

Vivien Leigh no filme O Ventou Levou, 1939
Vivien Leigh no filme O Ventou Levou, 1939 - Wikimedia Commons

Em 1939, Vivien Leigh que já tinha uma carreira consolidada na Inglaterra. Tanto no teatro como no cinema, a atriz se destacava e arrancava suspiros de todos. Ao mesmo tempo, ela sabia que o seu próximo filme seria um marco na vida dela e na sétima arte. A produção em questão é o aclamado E o Vento Levou ("Gone With the Wind").

Quando soube que o livro estava sendo adaptado pelos estúdios americanos, ela revelou para seu amigo, o fotógrafo Angus McBean, que garantir um papel na obra cinematográfica seria um sonho: “É a minha Bíblia. E vou interpretar Scarlett nem que seja a última coisa que eu faça.”

Vivien Leigh como Scarlett O'Hara no filme E o Vento levou, 1939/Crédito: Wikimedia Commons

 

E conseguiu. Dando vida a personagem Scarlett O’Hara, a atriz ganhou seu primeiro Oscar e começou a ser chamada para todos que queriam a britânica como estrela. E durante toda sua carreira, protagonizou mais de 20 filmes aclamados. Mas, nem toda a fama, sucesso e prestígio conseguiram que os demônios internos de Vivien Leigh viessem à tona.

Problemas pessoais

Em 1951, a estrela no auge do sucesso, conseguiu o segundo papel mais importante de sua carreira em Hollywood. Era a protagonista Blanche DuBois em Um Bonde Chamado Desejo (A Streetcar Named Desire) que rendeu o segundo Oscar de sua vida.

Mas, se na vida profissional da atriz estava perfeita, não poderia se dizer o mesmo de sua vida pessoal. Como os ritmos de gravações eram muito intensos, no set, Leigh fingia que estava tudo bem, mas quando chegava em casa, ela tinha severos crises depressivas em que mal conseguia levantar da cama.

Vivien Leigh e Marlon Brando no filme Um Bonde Chamado Desejo, 1951/Crédito: Wikimedia Commons 

 

Em 1953, durante as gravações do filme No Caminho dos Elefantes (Elephant Walk) a eterna Scarlett O’Hara teve um surto no meio do set e precisou abandonar as gravações, sendo substituída por Elizabeth Taylor.

Pouco tempo depois, a atriz foi diagnosticada com transtorno bipolar. Na época, era  difícil determinar essa doença: havia poucos estudos sobre a doença. Então, ninguém entendia as oscilações de humor de Vivien. Como consequência, muitos que trabalharam com ela diziam que a mulher era muito difícil de lidar.

Amor perdido

Apesar de em muitas vezes Vivien sentir que o mundo sempre conspirava contra ela, tinha uma pessoa que ela sempre poderia contar: seu marido, Laurence Oliver. Os dois se conheceram em 1938 e a paixão foi tão avassaladora que eles largaram seus companheiros na época para ficarem juntos.

Vivien e o marido, Laurence Oliver/Crédito: Wikimedia Commons 

 

Foram 20 anos de parceria e amor. O ator sempre estava lá para apoiá-la. O público considerava os dois como meta de relacionamento e queriam viver um romance tão lindo quanto o deles.

Mas, em 1960, Oliver confessou a atriz que estava tendo um caso com a comediante Joan Plowright, 22 anos mais nova que ele. A traição deixou o quadro de saúde, tanto mental como físico da estrela mais deteriorado e ela pediu o divórcio por adultério no mês dezembro daquele mesmo ano.

 

A morte

Após a separação, o grande nome de Hollywood tentava viver um dia de cada vez. Focava em sua carreira e tentava não se preocupar tanto nos problemas de sua vida pessoal. E isso deu certo, por um tempo. Até que ela acabou sendo afetada por um severo caso de tuberculose. Mesmo assim, se dedicava em seus papéis no teatro e no cinema.

Em 7 de julho de 1967, aos 53 anos, a lenda ensaiava uma peça em Londres, a Delicate Balance, quando passou muito mal devido a sequelas da tuberculose que a perseguia a anos. Sem forças, não resistiu e veio à óbito.

Apesar da vida pessoal conturbada e até mesmo triste, o legado de Vivien Leigh ainda hoje vive, sendo considerada uma das maiores atrizes da Era de Ouro de Hollywood.


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